Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (Padre Antônio Vieira)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Minissaia indecente

fonte: o genio adão, é claro

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Evidencia dos corpos mortos - POESIA

Morrer está sempre à mão
Essa é uma verdade suprema
Aprendi desde criança
Basta uma arma, uma corda, um facão
Se a escolha é o longo prazo
Tem o cigarro,a nicotina o alcatrão

A morte de gente amada
Traz sempre um grande pesar
Descabela, faz chorar
Tem gente que não aguenta
O encerramento da vida
Apela pro seu vigário
Faz promessa suicida

Mas no fim tudo se ajeita
Se encomenda o caixão
Faz reza pro falecido
Nessa hora a crença é sorte
Ajuda a esquecer a dor
Com promessas de pós-morte
 
 
l. manzoni

Evidência dos corpos mortos

Contra a evidência dos corpos mortos, imagina fantasmas, demônios. Chega ao extremo de imaginar uma entidade supracorpórea - a alma - e a separar a individualidade em alma e corpo. As idéias de vida após a morte, seja a da transmissão ou da reencarnação, ou ainda a da eternidade da alma, tira da morte o significado de término de vida e se transformam em uma convenção da civilização. O homem se convence da sua imortalidade. Mas não é só isso. Para além da ambiguidade de sentimentos entre a morte do inimigo e a do ser amando, Freud chama a atenção para uma ambivalência de sentimentos do homem primitivo, mas subjacente no homem civilizado, em relação à morte. Cada ser amado faz parte de nós, do nosso ego. Quando morre, mata em nós essa parte. Mas cada pessoa, mesmo amada, é outro ser, com alguma coisa estranha e hostil. Nasce dessa ambivalência ante a morte do ser amado, que, simultaneamente, somos nós e é um estranho, um sentimento de culpa que torna impronunciável, ou pelo menos de mal gosto, a idéia de morte. (Freud, 1968)
 
apud THIRTY-CHERQUES, Hermano Roberto. Sobreviver ao trabalho. Rio de Janeiro: FVG, 2004. p. 17

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

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