Perguntaram ao amigo quais são os frutos do amor. Ele respondeu: "Prazeres, meditações, desejos, suspiros, angústias, trabalhos, perigos, tormentos, desfalecimentos. Sem tais frutos o amor não se deixa tocar pelos seus servos".
Muita gente encontrava-se diante do amigo que se queixava do seu amado, o qual fazia crescer os seus amores; e queixava-se do amor que lhe trazia trabalhos e dores. O amado desculpou-se, dizendo que os trabalhos de que acusava o amor eram multiplicações de amores.
LULL, Ramon. O livro do amigo e do amado. Tradução de Luiz Carlos Bambassaro. São Paulo: Escala, [19--]. 74 p.
BOA!
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