Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (Padre Antônio Vieira)

terça-feira, 31 de maio de 2011

sábado, 28 de maio de 2011

quarta-feira, 25 de maio de 2011

terça-feira, 24 de maio de 2011

Amigos e jardins

Amigo! Será assim como um jardim
Ou encosta que necessita de arrimo?
O zelo com aquele fá-lo vicejar sem fim,
Mas o amparo desta só o faz outro amigo?
 
Se como o jardim for, não terei me enganado.
Ainda que este seja facilmente esquecido
E um amigo tão claramente lembrado.
Eu sei, os jardins sempre passam, são finitos.
 
Amigo é algo de eterno, hei de lembrar enfim.
Conquanto que, à semelhança de um jardim,
O refaça pela vida no encontro lado a lado.
 
Jamais que a amizade poderá ser senão assim.
Jardins e amigos se acabam na ilusão do acabado.
Ah! Amizade! Será meu amigo só amigo pra mim?
 
fabiano f.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Bêbado

Arrepender-se depois somente de tão desmedido consumo.

Rir-se mais do precedente arrebatamento de um vulto

Que na afluência dos sentires do mundo esteve assim tão contente.

 

Eis do beber o esperado: lançar-se aos braços de Dioniso

E de todos haver ganhado ao menos um curto sorriso.

Deliberadamente o riso. Rir, rir tanto de si mesmo!

 

E bêbado de tanto sentir por sentir tanto de bêbado

Transbordar-se inteiro de si e espalhar-se todo no meio.

Chamas Arte o transbordar de vida? O bêbado chame-o artista.

 

 

Fabiano Foresti

 

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