Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (Padre Antônio Vieira)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Santa Catarina tem herança histórica de ideais propagados por Hitler

Passado histórico cultural deixam rastros do nazismo no Estado

Santa Catarina tem herança histórica de ideais propagados por Hitler Divulgação/Polícia Civil
Foto foi feita durante o deslocamento de uma aernave que participava de uma operação de resgateFoto: Divulgação / Polícia Civil

A antropóloga Adriana Dias, pesquisadora da Universidade de Campinas (Unicamp), mapeou grupos de neonazistas na internet concluiu que a maioria deles está emSanta Catarina. A pesquisa, de 2009, considerou apenas usuários que baixaram mais de cem arquivos de sites neonazistas no país.

Ao todo, 45 mil pessoas no Estado se encaixaram no perfil – número que acende o alerta entre especialistas. Na época em que foi feita a pesquisa havia mais de 20 mil sites que continham apologia ao nazismo no país. De lá para cá estima-se que o índice de arquivos baixados por simpatizantes tenha crescido 6% ao ano.

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Para o advogado e jornalista Aluízio Batista Amorim, autor do livro Nazismo em Santa Catarina, a colonização alemã que começou no século 19 pode ajudar a explicar os dados no Estado. O Vale do Itajaí teve a primeira sede brasileira do partido nazista, em Timbó, ainda na década de 1920. Espalhado pelo país, o partido chegaria a ter quase 3 mil filiados no Brasil.

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A historiadora Marlene de Faveri, pesquisadora da Udesc, conta que se estimava, durante a 2ª Guerra Mundial, que 10% dos imigrantes no Sul do país eram nazistas. Na época, quem tivesse o nome na lista dos "quinta-coluna", os traidores, estava sujeito a perder bens e a liberdade. Campos de concentração na Capital e em Joinville reuniram os suspeitos de nazismo catarinenses — de gente simples a figurões, alguns deles com sobrenomes ainda hoje muito comuns por aqui, que foram detidos, interrogados e torturados sob a acusação de trabalhar pelo nazismo alemão. 

— Temos em Santa Catarina uma colonização europeia muito forte, imigrantes e descendentes que professaram e não aceitaram a derrota do nazismo. Há grupos no Estado que ainda se reúnem e festejam, por exemplo, o aniversário de Hitler — comenta Marlene.

— É uma tradição germanófila — diz o também historiador Viegas Fernandes da Costa, de Blumenau – a adoração a uma Alemanha que já não existe mais.

http://jornaldesantacatarina.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2014/12/santa-catarina-tem-heranca-historica-de-ideais-propagados-por-hitler-4661083.html

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