Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (Padre Antônio Vieira)

terça-feira, 26 de maio de 2015

Marcha da Maconha teve apoio de ativistas da cannabis medicinal

Marcha da Maconha defende legalização para acabar com guerra às drogas. Familiares de indivíduos que utilizam a erva para fins medicinais também participaram do ato. Não foram registrados conflitos e evento ocorreu em clima de paz

marcha da maconha são paulo
Marcha da Maconha ocorreu no último sábado em São Paulo. De acordo com organizadores, 15 mil participaram do ato (Imagem: Marlene Bergamo/Folhapress)

Manifestantes defenderam a legalização da maconha em uma marcha realizada no último sábado, 23, na avenida Paulista, pelas ruas da Augusta e da Consolação e por outras vias da região central. De acordo com os organizadores, 15 mil pessoas participaram do ato. A PM afirmou que cerca de 4 mil marcharam.

A Marcha da Maconha 2015 aconteceu em clima de paz e não foram registrados conflitos. Os manifestantes deixaram o vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e caminharam até o Largo São Francisco, onde fica a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. A chegada ao largo ocorreu por volta de 18h50, e em sequência começaram a ser realizados shows de música.

O movimento foi focado na legalização da produção, circulação e uso de cannabis no Brasil, o que considera ser o primeiro passo rumo ao fim da "guerra às drogas".

Os manifestantes apresentaram faixas e cartazes em defesa da legalização da erva e para protestar contra prisões e mortes envolvendo o combate às drogas.

Texto publicado no site da marcha afirma que "a proibição já se mostrou ineficaz em cumprir seu papel anunciado, o de controlar o uso de substâncias e plantas ilícitas, que a cada ano estão mais acessíveis, como a maconha". E continua: "Então, por que insistir numa política que apenas leva a mortes e prisões, colocando o Brasil entre as três maiores populações carcerárias do mundo, com 715.655 presos? Por que não dar uma chance para a primavera verde florescer e provar que é possível construir uma política de drogas mais sensata e humana? Plantemos as sementes, quebremos as correntes".

Além de São Paulo, outras 32 cidades do Brasil realizaram a Marcha.

AbraCannabis

Ativistas da Associação Brasileira para Cannabis (AbraCannabis) também participaram da Marcha da Maconha 2015. A organização reúne familiares de indivíduos que utilizam a maconha medicinal.

Marcha da Maconha

A primeira marcha em São Paulo foi realizada em 2008, no parque Ibirapuera. Até 2011, os atos eram proibidos pelo Tribunal de Justiça sob a justificativa de que faziam apologia às drogas.

Os manifestantes continuaram indo às ruas, mas marcharam pelo direito à livre expressão. O STF (Supremo Tribunal Federal), então, liberou os atos, avaliando que sua proibição infringia o direito à liberdade de
expressão.

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