Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (Padre Antônio Vieira)

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Contra o golpe, em defesa do Brasil e da democracia

Contra o golpe, em defesa do Brasil e da democracia

O país atravessa uma situação política extremamente grave e turbulenta. Grupos ligados aos partidos de oposição conspiram abertamente contra a democracia, conquista histórica do povo brasileiro, obtida, muitas vezes, com a própria vida de muitos compatriotas. O comportamento da oposição tem estimulado, inclusive, uma escalada inusitada de ódio de classe, preconceito de todos os tipos e manifestações racistas e fascistas cada vez mais frequentes e ousadas.

Por não conseguirem eleger o seu candidato nas últimas eleições, a oposição pretende afastar a Presidenta da República, usando todos os artifícios possíveis, sem nenhum pudor e sem o menor respeito ao resultado das urnas. Tentam derrubar um governo democraticamente eleito, num processo eleitoral o mais transparente possível, que conferiu à presidente mais de 54 milhões de votos de brasileiros e brasileiras. Na realidade, estamos testemunhando a uma vergonhosa tentativa de golpe de Estado, pela via parlamentar ou judiciária, usando como subterfúgio a luta anticorrupção. Sempre lutamos contra a corrupção e defendemos o combate a essa prática em qualquer instituição, seja pública ou privada. Mas não aceitaremos que isso seja usado como pretexto para aplicar um golpe contra a democracia.

Uma característica peculiar desse processo é ter definido como alvo um único partido, o Partido dos Trabalhadores, como se fosse este o inventor e único culpado da existência de corrupção no Brasil. Nos recusamos a aceitar passivamente a injustiça, covardia, a hipocrisia e a desfaçatez. Não podemos admitir que a oposição feita a um governo - perfeitamente legítima em qualquer democracia- se transforme na oposição ao próprio país, como vem ocorrendo na prática. A estratégia dos golpistas é ainda mais grave porque vem sendo colocada em andamento em meio a grandes dificuldades relacionadas à crise econômica mundial (a pior em 86 anos), com importante reflexos no Brasil, especialmente no que se refere ao crescimento econômico. O Brasil vem se defendendo como pode, conseguindo manter ainda boa parte das conquistas econômicas e sociais dos últimos anos. Porém os que articulam o golpe trabalham e torcem para dar tudo errado, espalhando mentiras ou análises inconsistentes, afetando o próprio desempenho da economia.

A falta de escrúpulos e patriotismo são tão grandes que os golpistas não pouparam nem a Petrobrás, nossa maior e mais importante empresa. Aproveitam da Operação Lava Jato como se essa fosse a comprovação de que a empresa é um antro de 2

corrupção e ineficiência, quando todos os números provam exatamente o contrário. Por trás da tentativa do golpe estão as descobertas do pré-sal, que tornou o Brasil uma potência petrolífera, e que representam o nosso passaporte para a condição de nação desenvolvida econômica e socialmente. Tais descobertas despertaram a cobiça imperialista das multinacionais do petróleo, de forma incontrolável.

Nem mesmo as manifestações da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal, evidenciando que não há nada contra Dilma Roussef, acalmaram os caluniadores. Após inúmeras tentativas frustradas e patéticas de reverter o resultado das últimas eleições presidenciais, a direita oposicionista tenta a qualquer custo envolver o Tribunal de Contas da União (TCU) e o próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nos seus intentos antidemocráticos. Não existe "pedalada fiscal" nas contas governamentais. Todos os métodos utilizados na prestação de contas do Governo Federal são usados há 25 anos, desde 1991, segundo metodologia definida pelo Banco Central. No campo fiscal, inclusive, governos da década de 1990, cometeram graves equívocos, que quebraram financeiramente o país, sem nenhuma consequência legal.

A oposição quer retirar à força, da presidência, a candidata recém eleita pela maioria dos votos e criminalizar membros de um partido específico, excluindo-os definitivamente do jogo eleitoral. Mas, tudo indica que o seu objetivo central seja desconstruir todos os avanços populares duramente conquistados na última década no campo econômico como elevação da renda, geração de empregos, construção de moradias, acesso ao crédito, ganhos reais do salário mínimo, e redução drástica do número de brasileiros que passam fome. No fundo o objetivo é completar o serviço de desmonte do Estado iniciados nos anos 90, e fazer regredir os direitos sociais e trabalhistas.

Não temos ilusão. O processo brasileiro não é único na América Latina. O que acontece no Brasil tem pontos de identidade com fatos que vêm ocorrendo em vários países, especialmente sul americanos. São inúmeras as comprovações de que jovens e lideranças dos grupos que vem engrossando a sanha golpista são treinados e financiados por organizações de extrema direita dos EUA.

Por tudo isso, reafirmamos o nosso respeito e compromisso com a democracia, com a Constituição Federal, e com a vontade popular e soberana expressa nas urnas. Estamos na defesa do Brasil e do povo brasileiro para o que der e vier.

08 de junho de 2015. 3

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