Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (Padre Antônio Vieira)

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Propaganda de farofa

http://coletivodar.org/2015/09/a-propaganda-disfarcada-da-cocaina-na-era-pablo-escobar/bluelady

Uma série de anúncios de uma época em que se comia com farinha.

Deixando de lado a polêmica sobre a qualidade do sotaque do Wagner Moura, a série NarcosdaNetflix é uma bela produção sobre o reinado de um personagem que parece inventado pela mente do mais surrealista dos roteiristas.

E se você está assistindo a série sabe que, durante mais de uma década,  a maior parte da cocaína consumida no mundo saía dos laboratórios comandados por Pablito. O que você talvez não soubesse é que os anúncios presentes aqui nesse post eram legais até 1986. Eles exibiam de forma descarada novidades na área de parafernálias e acessórios para cocainômanos.

Os anúncios foram retirados de revistas de fama duvidosas como A High Times e a Hustler.

 

goahead

 

toutedesuite1

 

snowforecast

 

snoblo1

 

chicware

 

magicfllute

 

nozewash

 

hotbox

 

snownotslush

 

cocainecowboy

 

cokeads05

 

cokeads16

 

cokeads08

 

cokeads52

 

cokeads39

 

cokeads11

 

cokeads14

 

cokeads10

 

cokeads33

 

cokeads18

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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Haddad Presidente do Brasil

Matéria do Wall Street Journal rasga elogios a Fernando Haddad: se o prefeito de São Paulo fosse o chefe de São Francisco, Berlim ou alguma outra metrópole de característica inovadora, ele seria reconhecido como um visionário

Fernando Haddad Wall Street Journal
Para Wall Street Journal, Fernando Haddad é visionário (Pragmatismo Político)

Em matéria desta quarta-feira do jornal americano Wall Street Journal, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), foi classificado como "visionário", por suas políticas sociais e reformas do sistema de mobilidade.

"Se o impopular prefeito de São Paulo fosse o chefe de São Francisco, Berlim ou alguma outra metrópole de característica inovadora, ele seria reconhecido como um visionário em políticas urbanas", diz o jornal.

O texto ressalta a importância do projeto social Braços Abertos, que dá apoio a usuários de crack a se livrar da dependência química, e reconhece o esforço do prefeito em criar soluções de mobilidade para uma cidade superlotada, representadas pela implementação das ciclovias e corredores de ônibus.

Outro fator ressaltado pelo jornal é o fechamento de vias como a Avenida Paulista e o Minhocão para lazer dos paulistanos. "Em uma cidade tão carente de áreas verdes, a medida proporcionou o deleite de pedestres, ciclistas e skatistas, mas desagradou comerciantes e moradores do local."

Pelo fato de essas políticas desagradarem parcelas mais conservadoras da população, o jornal aposta que a oposição usará essas cartas para tentar impedir sua reeleição.

"Essas iniciativas lideram as críticas a sua administração, caracterizada como 'demagógica' e 'imprudente', como definiu o editorial do jornal O Estado de S. Paulo", diz o texto. "Outros críticos classificam as ciclovias como um luxo em uma cidade com índices crescentes de criminalidade, escolas desmoronando e hospitais falidos."

O jornal ressalta, no entanto, que as iniciativas vêm sendo bem aceitas por especialistas em transporte e pela população. O jornal cita a aprovação de 80% das ciclovias e de 91% das faixas de ônibus para justificar que Haddad aproveitou seu mandato para mudar o conceito centrado no automóvel que a cidade sempre teve.

Wagner Iglecias, doutor em Sociologia e professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP publicou um texto sobre a matéria do Wall Street Journal. Leia abaixo:

por Wagner Iglecias

Em sua edição desta quarta-feira o The Wall Street Journal, um dos mais importantes jornais do mundo, publicou matéria em que chama o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, de visionário. A reportagem refere-se à política da prefeitura de São Paulo de criação de ciclofaixas em várias partes da cidade. É o reconhecimento do sucesso do programa e também da guerra que Haddad comprou com a direita paulistana ao começar a modificar o modal de transportes da maior metrópole do Hemisfério Sul, composto por uma frota de mais de 6 milhões de automóveis a sufocar a mobilidade de 12 milhões de pessoas. A matéria é também, obviamente, um trunfo para o marketing eleitoral do prefeito na eleição de 2016, quando ele será candidato à reeleição contra um punhado de candidatos desta mesma direita.

O fato da reportagem ter sido publicada no prestigioso jornal norte-americano é mais um daqueles episódios divertidos na luta entre o petismo e os seus adversários. Pela simples razão de que fatos assim desnorteiam a direita, que sempre teve nos EUA o seu referencial de país, de cultura e de sociedade. Ao ler essa matéria do WSJ lembrei-me da ocasião em que Barack Obama declarou que Lula era "o cara" e presenciei diversos tucanos conhecidos meus tentando desqualificar a fala do presidente norte-americano. Uns disseram que Obama fora mal interpretado, outros que a frase fora traduzida de forma errada. Com essa matéria do WSJ não deverá ser muito diferente. Aliás, será hilário também ver veículos e articulistas da imprensa local, que batem nas ciclofaixas de Haddad dia sim outro também, tentando desmerecer a reportagem do jornal norte-americano.

Mas voltando a Haddad, é bom dizer que ele não está inventando a roda. Não é preciso ir a Amsterdã, Estocolmo ou Nova York para se dar conta de que ciclofaixas existem em todas estas cidades há muitos anos. Um passeio aqui pela vizinhança mesmo, por Bogotá, Quito ou Santiago, nos mostra que ciclofaixas e a disponibilização de bicicletas públicas para a população não são exatamente uma novidade. Ainda que a matéria do The Wall Street Journal afirme que se fosse prefeito de San Francisco, Berlim ou alguma outra metrópole progressista Haddad seria considerado um visionário urbano, o que no fundo a reportagem ressalta, dados os baixíssimos índices de popularidade do prefeito, é o caráter conservador de grande parte da população de São Paulo (e de boa parte de sua mídia também). Afinal, as ciclofaixas paulistanas, bem como várias políticas implementadas pelo PT a nível nacional, ainda que de socialistas não tenham nada, são rechaçadas com todo o ódio pela direita. A conclusão, cada vez mais evidente, é de que o petismo não é nem tão de esquerda, nem é a assim tão inovador. A direita brasileira, sim, é que talvez seja muito primitiva.

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/09/wsj-haddad-seria-considerado-visionario-se-fosse-prefeito-de-berlim.html

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

elite de merda, quer destruir direitos sociais básicos: NÃO PASSARÃO FASCISTAS

Covardia e barbárie: Tucano organiza bando para agredir Stedile em aeroporto de Fortaleza. Assista ao vídeo

publicado em 23 de setembro de 2015 às 13:54

stedile

Foto: Rafael Stedile

NOTA DE SOLIDARIEDADE AO COMPANHEIRO JOÃO PEDRO STEDILE E AO MST

O conjunto de movimentos sindicais, populares, pastorais sociais, parlamentares progressistas e intelectuais comprometidos com a luta do povo brasileiro, vem por meio desta nota prestar solidariedade ao companheiro João Pedro Stédile, histórico militante das lutas sociais do Brasil e da América Latina.

Na noite do dia 22 de setembro, uma claque com aproximadamente 30 reacionários bradando gritos de ódio e diversos xingamentos atacou e agrediu o companheiro Stédile, que acabava de chegar no Aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza – Ceará, convidado por diversas entidades para participar de um Congresso Sindical e de uma atividade sobre Reforma Política e combate à Corrupção.

A ação comandada pelo empresário do ramo imobiliário Paulo Angelim, militante do Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB, revela o que há de mais conservador e retrógrado na sociedade brasileira: um ódio de classe, antigo e anacrônico, muito semelhante ao do fascismo.

Não à toa, o grupo de reacionários que realizou esta ação é o mesmo bando que tem impulsionado manifestações golpistas em Fortaleza no intuito de interromper o mandato da presidenta Dilma Rousseff, desrespeitando o voto popular e rompendo com a legalidade democrática no país.

Estes reacionários utilizam-se dos símbolos nacionais e se dizem patriotas, mas são favoráveis a venda dos nossos recursos naturais às empresas estrangeiras, como no caso da Petrobrás. Se dizem contra a corrupção mas são assíduos defensores do financiamento empresarial de campanhas eleitorais e ainda hoje lastimam a decisão do STF.

Temos convicção de que a agressão sofrida pelo companheiro Stédile, não se limita a um ataque individual, ou somente ao MST. Esta agressão só pode ser compreendida como parte de uma ofensiva conservadora da direita na sociedade que busca criminalizar e intimidar todos/as aqueles/as que lutam por um Brasil justo e soberano.

Neste sentido, prestamos solidariedade ao companheiro e nos comprometemos a cerrar fileiras na defesa da democracia, da justiça social e da participação popular nos rumos da nação.

Fortaleza, 23 de setembro de 2015.

Centra Única dos Trabalhadores – CUT

Central dos Trabalhadores do Brasil – CTB

União Nacional dos Estudantes – UNE

União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – UBES

Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB

Rede Nacional de Advogados Populares – RENAP

Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares

Marcha Mundial das Mulheres – MMM

União Brasileira das Mulheres – UBM

Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos – MOTU

Levante Popular da Juventude

União da Juventude Socialista – UJS

Rua – Juventude Anticapitalista

Coletivo O Estopim

Movimento Kizomba

Partido Comunista do Brasil – PCdoB

Partido dos Trabalhadores – PT

Partido Socialismo e Liberdade

Consulta Popular

Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos em Luta pela Paz – CEBRAPAZ

Fora do Eixo

Mídia Ninja

Movimento Democracia Participativa

Agência de Informações Frei Tito para América Latina – ADITAL.

Sindicato APEOC

Sindicato dos Metalúrgicos do Estado do Ceará – SINDMETAL

Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal do Ceará – SINTSEF-CE

Sindicato dos Empregados no Comércio de Fortaleza

Diretório Central dos Estudantes – UECE

Diretório Central dos Estudantes – UNIFOR

Deputado Federal José Guimarães

Deputado Estadual Elmano Freitas

Deputado Estadual Moisés Bráz

Deputada Estadual Rachel Marques

Deputado Estadual Renato Roseno

Vereador João Alfredo

Vereador Jovanil

Vereador Ronivaldo Maia

http://www.viomundo.com.br/denuncias/covardia-empresario-tucano-organiza-bando-para-agredir-stedile-em-aeroporto-de-fortaleza-movimentos-sindicais-populares-e-pastorais-se-solidarizam-com-ele-e-o-mst.html

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Aécio é investigado pelo Departamento Antidrogas dos Estados Unidos por tráfico internacional de drogas

Aécio é investigado pelo Departamento Antidrogas dos Estados Unidos por tráfico internacional de drogas

Depois das denúncias a respeito das irregularidades em relação ao aeroporto de Cláudio (MG) envolvendo a polêmica pista de pouso com o tráfico de drogas, a Drug Enforcement Administration (DEA) esteve no Brasil no mês de novembro.

Depois da repercussão nacional e internacional envolvendo o nome do senador Aécio Neves (PSDB) com helicóptero pertencente, a Agropecuária Limeira, preenchido com 450 quilos de cocaína, no qual foi divulgado amplamente pelo canal Telesur e um dos sites mais famosos dos EUA, o TMZ. O juiz federal Marcus Vinícius Figueiredo de Oliveira Costa do Espirito Santo, recebeu em seu gabinete o agente da Polícia Federal Rafael Pacheco. Ele estava acompanhado de dois homens que falavam português com sotaque.

Apresentaram-se ao juiz como agentes da DEA – a agência antidrogas americana. Os investigadores estrangeiros queriam saber o local do pouso do helicóptero que trouxe de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, pelo menos 445 quilos de pasta base de cocaína. O local do pouso estava registrado no GPS da aeronave.

A conversa era informal e se alongou. Os agentes da DEA contaram ao juiz que, assim como o México é a rota da droga para os Estados Unidos, o Brasil se transformou no principal corredor da cocaína exportada para a Europa, e assim como no México o tráfico de drogas alimenta a política, no Brasil não seria diferente, e essa especulação que envolve o nome do Senador Aécio Neves, "os interessa e muito"!.

Telesur é um dos maiores canais de televisão da America Latina, já TMZ ganhou notoriedade quando o artista Michael Jackson faleceu. O TMZ foi a primeira mídia a divulgar sua morte superando grandes redes de notícias mundiais. 4 Horas mais tarde, a informação foi confirmada e o TMZ se tornou oficialmente uma referência de informações sobre celebridades.



Foco da investigação do DEA

A policia investiga se o aeroporto de Cláudio foi utilizado como rota para o tráfico de drogas, uma vez que já é pública a informação de que o helicóptero da empresa Limeira Agropecuária, da família do senador Zezé Perrela, apreendido no Espírito Santo transportando 445 quilos de cocaína em novembro passado, chegou a pousar antes em um ponto do povoado de Sabarazinho (apenas 14 km de distância do aeroporto mineiro de Cláudio), três horas antes de seguir viagem para um sítio na cidade capixaba de Afonso Cláudio. A PF chegou a tal confirmação baseando-se no rastreamento do GPS do helicóptero, assim como nas anotações do plano de voo dos pilotos. e apreendido pela Polícia Federal do Espírito Santo, no sudeste do país, no último ano. 

10 opiniões 10 asnos de gravata

políticos declarações absurdas deputados

1. "Um dia, chegaremos a um estágio em que será possível determinar se um bebê, ainda no útero, tem tendência à criminalidade, e se sim, a mãe não terá permissão para dar à luz" (Laerte Bessa)

O deputado federal Laerte Bessa (PR-DF) se envolveu numa polêmica após a repercussão de uma entrevista publicada no jornal britânico The Guardian no final de junho.

Bessa, que é relator do projeto de redução da maioridade penal, disse em entrevista que no futuro será possível detectar tendências criminosas em bebês ainda no útero. Nesses casos, de acordo o deputado, as mães não teriam permissão de dar à luz.

2. "Se está com desejo sexual, estupra, mas não mata" (Paulo Maluf)

A frase foi dita durante a campanha para prefeito de São Paulo em 1992.

Como Maluf explicou a frase: Numa entrevista concedida ao jornal O Estado de S.Paulo em 2008, Maluf justificou que a frase foi dita numa conferência em Belo Horizonte, onde dizia que o estupro era um crime hediondo, e que o estupro seguido de morte mereceria prisão perpétua. "Se tem alguém que adora defender as mulheres, é o Paulo Maluf", disse ele.

3. "Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé (Marco Feliciano-PSC)

Frase publicada em 2011 no Twitter pessoal do deputado e pastor Marco Feliciano.

Como Feliciano explicou a frase: Logo após a publicação, o deputado disse, em entrevista ao UOL que as mensagens foram publicadas por assessores, sem a sua aprovação e que não as considerava racistas.

4. "O filho começa a ficar, assim, meio gayzinho, leva um couro e muda o comportamento dele" (Jair Bolsonaro-PP)

Frase de Jair Bolsonaro dita em 2010 durante programa Participação Popular, da TV Câmara.

Como Bolsonaro explicou a frase: O deputado repetiu a opinião em outros programas de televisão e disse que não retiraria "nenhuma palavra do que disse". A postura de Bolsonaro foi reprovada pela maior parte dos parlamentares.

5. "Relaxa e goza, porque depois você vai esquecer todos os transtornos" (Marta Suplicy-PMDB | na época, era ministra pelo PT)

Frase de Marta Suplicy dita em 2007 a respeito das longas filas enfrentadas pelos passageiros durante a crise aérea.

Como Marta Suplicy explica a frase: No dia seguinte à declaração, a deputada divulgou uma nota oficial pedindo desculpas "aos turistas e a todos os brasileiros pela frase infeliz que proferi hoje, ao término de uma entrevista coletiva. Não tive por intenção desdenhar, muito menos minimizar os transtornos que estão sendo enfrentados pelos usuários do transporte aéreo".

6. "Ô Preta, não vou discutir promiscuidade. Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como, lamentavelmente, é o teu". (Jair Bolsonaro)

Frase de Bolsonaro dita em 2011, em resposta à cantora Preta Gil sobre o que faria se o filho se apaixonasse por uma mulher negra.

Como Bolsonaro explica a frase: A reação ao comentário de Bolsonaro foi imediata. No dia seguinte, o deputado disse que entendeu a pergunta errada. "O que eu entendi foi o seguinte: 'Se o seu filho tivesse um relacionamento com um gay, como você se comportaria?'", disse na época.

7. "Estou me lixando para a opinião pública" (Sérgio Moraes-PTB)

Frase dita por Moraes ao ser questionado sobre a absolvição de um parlamentar no Conselho de Ética em 2009.

Como Moraes explica a frase: A polêmica declaração de Moraes foi dada quando ele era relator de um processo contra o ex-deputado Edmar Moreira (PR-MG), que ganhou notoriedade por possuir um castelo no interior de Minas Gerais e foi investigado por ter destinado recursos de verba indenizatória da Câmara para empresas de sua propriedade.

Moraes pretendia absolver Moreira e, quando foi questionado sobre a possível reação da opinião pública, disse a frase que o deixou famoso.

8. "Não estupro porque você não merece" (Jair Bolsonaro)

Frase de Bolsonaro para Maria do Rosário (dita em duas ocasiões: 2003 e 2014)

Como Bolsonaro explica a frase: Na época, a deputada apresentou queixa-crime no Supremo Tribunal Federal acusando Bolsonaro de cometer crimes de calúnia e injúria. Em sua defesa, Bolsonaro negou as acusações, alegando que tinha "mãe, esposa, filha, três irmãs, sobrinhas, primas e inúmeras amigas" e, por isso, "jamais agrediria alguém pelo fato de ser mulher".

Esta semana, Bolsonaro foi condenado a indenizar Maria do Rosário em R$ 10 mil.

9. "As mulheres trabalham deitadas e descansam em pé" (Clodovil-PR)

Frase dita por Clodovil (deputado já falecido) em 2007 durante discussão com a deputada Cida Diogo.

Como Clodovil explicou a frase: "Eu cresci enfeitando as mulheres e, tenho consciência disso, foi só por isso que eu cheguei onde eu cheguei. Os meus votos são das mães de família, das pessoas que acreditam na televisão limpa que seu sempre fiz. Agora, é evidente: agradar a todos é impossível. Se Jesus não agradou, por que eu, um pobre mortal, agradaria a todos?", disse na época.

10. "A podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime, à rejeição" (Marco Feliciano)

Frase publicada por Feliciano em seu Twitter, em 2011.

Como Feliciano explicou a frase: Depois da polêmica, o deputado disse que a mensagem foi uma resposta a ataques que diz sofrer de grupos defensores da causa dos homossexuais.

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/09/as-10-maiores-besteiras-compartilhadas-por-politicos.html

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Xô golpistas!

Oposição assume "bandeira do Golpe", acusa deputado Pimenta

 

Rejeitada nas urnas pelo povo brasileiro por quatro eleições consecutivas e sem qualquer perspectiva de voltar a governar o país, a oposição, liderada pelo PSDB e DEM, assumiu abertamente a bandeira do "Golpe" para chegar à presidência. A tentativa foi denunciada no plenário, na noite desta terça-feira (15), pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS).

Em questão de ordem, formulada pelo líder do Democratas, Mendonça Filho (DEM-PE), a oposição busca, à força e de maneira autoritária, criar um roteiro para instauração de um processo de impeachment contra a Presidenta Dilma Rousseff. Para o deputado Pimenta, não é estranho que o pedido tenha sido apresentado pelo partido Democratas, "antigo PFL, antiga ARENA", conhecido como "o partido do Golpe", de acordo com o parlamentar. "Não gostam de ser chamados de golpistas, mas querem rasgar a Constituição. São os filhos da ditadura que não se conformam em ter perdido nas urnas para um operário, como Lula, e para uma mulher, como Dilma".
         
Pimenta lembrou que não há qualquer acusação contra a Presidenta Dilma que possa ser sustentada política e juridicamente. O deputado recordou também que entre as figuras da oposição há parlamentares que lutaram pela democracia, e que não devem se associar à tentativa do Golpe. "Se quiserem chegar à Presidência, que cheguem por meio do voto, respeitem a Constituição, respeitem a democracia", sugeriu.
             
Por fim, o deputado classificou a campanha diária da oposição e dos grandes grupos de mídia do país como "odiosa", que arranha as páginas da Constituição Federal e tenta desconstituir moral e politicamente as lideranças da esquerda brasileira. "Eles são especialistas em fazer isso, fizeram isso com Lula, Brizola, Jango e Getúlio Vargas. Em todos os períodos da vida política do Brasil quando nós avançamos nas conquistas sociais da classe operária e do povo trabalhador a direita tentou, através do golpe, impedir a consolidação dessas conquistas e a consolidação da democracia", acusou Pimenta.

Crise? Qual o tamanho dela?

"Crise" mesmo foi o fim da Escravidão.
bessinha maravilhas tucanas

Havia no reino tucano de São Paulo um programa de TV chamado "vamos sair da crise".

O programa saiu do ar, seu âncora foi tratar de outras crises e a crise continua.

Na Casa Grande.

Desde que acabou a Escravidão, acabou a intervenção militar de 64, e o Governo que lhe deu consistência ideológica, como sucessor da dupla Campos-Bulhões, o plúmbeo Governo doPríncipe da Privataria.

A crise na província de São Paulo existe também desde que fracassou a Guerra da Secessão de 1932.

E essa crise que está aí?

Vamos pôr os pingos nos "i"s dessa "crise".

Na Economia, a crise é de moderada intensidade.  

Não mata nem esfola.

Basta esfolar as costas dos ricos e tornar a tributação mais progressiva - porque sua regressividade hoje é tão obscena quanto o Big Brother Brasil.

A crise política também tem limites estreitos.

Ela deriva da inundação do processo eleitoral pela grana de empresas que o ministro (sic) Gilmar considera (sic) um mal que vem para o bem.

Será que ele leu o artigo do Lewandowski?

A grana das empresas elegeu um Congresso conservador - e um presidente da Câmara que, breve, pode ir em cana.

Mas, a crise não impediu o Governo Dilma de aprovar seu ajuste no Congresso.

Assim como aprovará a CPMF.

A crise não resultará em impítim, porque isso é delírio onanista da Casa Grande.

Não tem impeachment sem povo. Só isso.

A Lava Jato contribuiu para duas crises.

A crise do Judiciário, porque um juiz de Primeira Instância, com Procuradores megalomaníacos- como o que assumiu o Poder na Itália - e os delegados confessadamente aecistas - esse juiz de Primeira rasga a Constituição 24 horas por dia, convive com grampo ilegal de mictório e o sistema judicial não o pune.

Ele já deu mais prejuízos à atividade econômica do que conseguirá recuperar.

Ele não quebrou a Petrobras, a Odebrecht nem a Engenharia nacional - mas ajudou a desnudar a impotência/ cumplicidade da Justiça brasileira.

A outra crise que saiu do ventre da Lava Jato foi a suspeita - nada se prova com 1.3789.452 delações premiadas e selecionadamente vazadas - a suspeita de que "o PT é igual aos outros".

Desde já se sabe que não, porque na História da Corrupção Pátria, nada se compara àPrivataria Tucana, sob a batuta do dono daquela fazendola em Minas e agora se veste de Catão provincial.

Mas se o PT for, em parte, igual aos outros, o PT toma uma cacetada ou duas nas eleições.

Mas, sobrevive, porque o trabalhismo no Brasil tem base social, raiz, organicidade.

Agora, crise mesmo é na Casa Grande.

Não tem programa nem líderes.

Mama na teta do PiG.

Que, por sua vez, definha com a tecnologia, como demonstrou o afiado Samuel Possebon.

"Vamos sair da crise"?

A Casa Grande não vai sair da crise porque o filho da catadora de castanhas virou doutor e não serve mais para carpir café ou cortar cana.

Quem precisa sair da crise é quem acha que "ajuste" do Levy salva a pátria.

Não salva.

O que salva é respeitar o voto - e o recado - do povo.

Que se manifestou de forma limpa e inequívoca em 2014.

E se manifestará em - e só então - em 2018.

Quando o Lula será árbitro.

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/crise-qual-o-tamanho-dela

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Tem gente que pensa que o povo come capim

Isabella Fiorentino utilizou a sua conta pessoal no Facebook para fazer um desabafo. Disse que o governo é "um lixo" e que "rouba milhões". No entanto, a apresentadora do SBT excluiu de seus protestos virtuais o sogro José Hawilla, réu confesso em esquema de corrupção milionário da Fifa

J. Hawilla Isabela Fiorentino
Isabella Fiorentino ao lado do sogro J. Hawilla — réu confesso no escândalo da Fifa. A empresária e apresentadora disse estar indignada com o 'roubo do governo', mas nenhuma palavra sobre o esquema envolvendo o seu sogro. Moralidade seletiva?

Revista Fórum

A empresária Isabella Fiorentino, apresentadora do programa Esquadrão da Moda, do SBT, utilizou sua página no Facebook para criticar o mandato de Dilma Rousseff.

Em um post sobre a bebê Sofia, que morreu na última segunda-feira (14) após quase dois anos de tratamentos médicos, ela disse que o governo é "um lixo" e que "rouba milhões" que "'deveria' ir pra saúde e educação".

No entanto, conforme informações do blog do jornalista Juca Kfouri, Fiorentino exclui de seus protestos virtuais o sogro José Hawilla, um dos principais pivôs da investigação sobre a Fifa que já resultou na prisão de sete cartolas – entre eles, o ex-presidente da CBF José Maria Marin.

Fiorentino é casada com o também empresário Stefano Hawilla, cujo pai é dono da Traffic, a maior empresa de marketing esportivo da América Latina, e da TV TEM, uma das afiliadas da Rede Globo. J. Hawilla, como é mais conhecido, colabora com o FBI desde 2013, depois que um diálogo entre ele e outro envolvido no escândalo de corrupção foi gravado pela polícia norte-americana.

Segundo a Folha de S. Paulo, em dezembro de 2014, Hawilla firmou acordo com a Justiça pelo qual se declara réu confesso e se comprometeu a pagar US$ 151 milhões. Hawilla foi proibido pelo próprio FBI a sair de Miami.

"A isso se chama cinismo, hipocrisia, indignação seletiva, ou quem ela pensa que engana?", escreveu Kfouri sobre a postagem da apresentadora.


Face analfa

analfabetismo funcional

Luiz Guilherme Melo*

A internet expõe o melhor e o pior do ser humano. Conhecemos pessoas e iniciativas fantásticas, mas ao mesmo tempo ficamos cara a cara com a latrina da humanidade (os constantes casos de racismo na web estão aí para comprovar). Nas redes sociais, por exemplo, vivemos em um tempo em que os debates foram substituídos por embates e combates – sem vencedores.

O que temos presenciado nas últimas semanas é a prova disso, como no debate sobre a maioridade penal, que é do tipo de tema que desperta tantas paixões, principalmente porque só vem à tona sob os gritos das figuras sensacionalistas da mídia que aproveitam episódios trágicos para propagar as suas ideias. E funciona, haja vista os jargões ("bandido bom é bandido morto", "tá com pena do menor infrator? Leva pra casa" e similares) repetidos de forma automática (à exaustão) nas redes.

Pra completar, os debates no Congresso de pautas que exigem razão ao extremo, há tempos se tornaram uma extensão dos fóruns mais malcheirosos da internet. Triste.

A insegurança pública não será reduzida magicamente, da noite para o dia, com leis penais paliativas – não é nem nunca foi em nenhum lugar do mundo. A violência não diminuirá sem redução da desigualdade social, da ampliação da cidadania, da garantia de direitos e oportunidades de uma vida digna a todos. As soluções existem, mas demandam tempo, dinheiro e políticas de curto, médio e longo prazo.

A respeito da maioridade penal em si, é preciso levar em consideração o ciclo de violência de uma sociedade desigual, não apenas em termos de riqueza e pobreza, mas principalmente nas condições desiguais em que crescem e são educados os filhos dos ricos e dos pobres. E no tratamento desigual (em termos de oportunidades e possibilidades) que esta mesma sociedade oferece aos criminosos ricos e pobres.

É razoável que a questão da maioridade penal seja avaliada no contexto abrangente que envolve a criminalidade e a violência no Brasil. E também que se leve em consideração a maior amplitude possível de ações e políticas públicas que possibilitem não apenas o tratamento do crime cometido ontem (que envolve tratamento ao criminoso e oferta de justiça à(s) vítima(s) ), que foi notícia e que causa revolta em todos nós, como também e principalmente a justiça social necessária para amanhã, no país que os nossos descendentes herdarão.

Em resumo: qual é o conjunto de ações necessário à redução da criminalidade e da violência em nossa sociedade? E de que forma a sociedade brasileira pode oferecer às suas crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social (ou seja, aqueles que tem convivência próxima e imediata com o crime) oportunidades e possibilidades de um projeto de vida no qual o crime seja desconsiderado como alternativa para o acesso aos bens sociais disponíveis às classes mais favorecidas?

Poucos nas redes sociais parecem se importar em levar em consideração essas nuances preventivas em seus "textões".

Muito pelo contrário, debates como esse, que exigem um olhar acurado, sempre caem na vala comum dos discursos com gosto de sangue na boca em que os "argumentos" se resumem aos jargões já mencionados e aos "memes" simplistas e descontextualizados.

…Pensando bem, observando a gritaria que toma conta das redes sociais sempre que temas que despertam dicotomias vem à tona, me tornei a favor de uma só redução: a do analfabetismo funcional. Explico.

O analfabetismo funcional, ou seja, saber ler, mas não captar integralmente o teor do que lê, deve ser encarado como um câncer a ser combatido porque causa, em parte, o empobrecimento do debate público, assim como a ascensão de figuras públicas deploráveis (que não vou nomear aqui porque eles já têm publicidade o suficiente). E é um desafio a ser encarado tanto quanto a erradicação do analfabetismo.

Campanha pela leitura

Alguns dados estatísticos ajudam a nos explicar por que o nosso país padece desse mal. Um deles foi exposto na abertura do Seminário Internacional sobre Política Públicas do Livro e Regulação de Preço (realizado em Brasília) pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, quando ele disse que o Brasil não dá a importância necessária à leitura e que é uma vergonha o nosso índice de livros per capita ser de apenas 1,7 por ano.

O ministro defende que seja feita uma campanha de estímulo à leitura semelhante à contra a paralisia infantil. É por aí. Afinal, o índice de leitura brasileiro ser menor que o de países vizinhos mais pobres que o nosso é um "alerta vermelho" que soa há muito tempo, mas que nossas autoridades vêm ignorando.

O resultado dessa negligência vemos todos os dias na internet, em que a maioria dos assuntos mais comentados são impulsionados justamente pela falta de leitura acerca do que é discutido ou pela má interpretação de textos, de dados, de gráficos etc.

Enfim, o fato é que o Brasil nunca será uma "pátria educadora" se a leitura continuar sendo tratada como "disciplina de segunda classe" nos currículos escolares.

Outro fato: todos nós precisamos de uma educação de qualidade. Nós e eles, os "dimenor". Todos. Sem exceção.

Esse "papo" de educação e estímulo à leitura desde a infância não vai resolver todos os nosso males, claro, mas a mudança passa por eles. Meu desejo é que os nossos distintos representantes despertem e comecem desde já a construir um país educador e uma sociedade justa com raízes fincadas na razão às próximas gerações.

Otimismo demais? Sim, necessitamos de um pouco de otimismo nesses tempos em que os debates públicos andam tão tresloucados.

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/09/como-combater-o-analfabetismo-funcional-nas-redes-sociais.html

E se fosse Lulinha ao invés de Sophia Alckmin?

Foto (que viralizou) de Sophia Alckmin com celebridades em NY, noticiada como uma amenidade divertida, evidencia a parcialidade da mídia. E se ao invés da filha do governador fosse o Lulinha nesta mesma situação, qual seria o tratamento?

Sophia Alckmin
Sophia Alckmin (sentada), em NY, clicada ao acaso ao lado de Kim Kardashian e sua irmã, Kylie Jenner

Lino Bocchini, CartaCapital

Viralizou na internet nesta terça-feira 15 uma fotografia de Sophia Alckmin, filha do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que apareceu involuntariamente ao lado de duas celebridades americanas, na semana de moda de Nova York. Vários sites de celebridades e amenidades noticiaram o caso como algo pitoresco, divertido.

Agora pare um minuto, olhe novamente para a imagem e pense: e se ao invés de Sophia Alckmin fosse o Lulinha, filho do ex-presidente Lula, sentado no banco nesta foto?

Os sites e os jornais colocariam a imagem na parte de celebridades e amenidades ou nas páginas de política?

A filha do governador de São Paulo pode viajar para onde bem entender e fazer o que quiser que ninguém questiona nem ela nem ao pai. Nem um único jornalista liga para o Palácio dos Bandeirantes para saber quem pagou sua viagem, suas roupas, sapatos e bolsas de marca, a fatura do seu cartão de crédito internacional.

Ninguém faz plantão na porta de seu hotel para questionar se ela foi de classe executiva ou econômica, se o seu blog de moda tem algum financiamento ou saber quanto custou a garrafa de vinho que ela tomou com as amigas na noite anterior –era Romanée-Conti?

VEJA TAMBÉM: Dono da Friboi ironiza boatos sobre filho de Lula

Não sabemos nada sobre os gastos da filha jet-setter do governador. E ninguém se interessa em perguntar. Fica tudo por isso mesmo. Afinal, Sophia está em seu "habitat natural", no entender dos editores e diretores dos meios de comunicação. Já o Lulinha… esse, como se sabe, é dono da Friboi, da Ambev, do Uber, do Facebook e da lua, e já deveria estar preso com o pai há muito tempo.

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/09/e-se-fosse-lulinha-ao-inves-de-sophia-alckmin.html

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

A celeuma em torno do sotaque de Wagner Moura e o viralatismo crescente

Narcos Wagner Moura Netflix sotaque
Wagner Moura interpreta Pablo Escobar em 'Narcos', nova série do Netflix (divulgação)

por Lelê Teles, fatosenefatos

Na semana passada, fiquei passado com a quantidade de citações ao sotaque que Wagner Moura impôs ao seu personagem, Pablo Escobar, na série Narcos, do Netflix.

Branquim achou que Moura se entregou, todo mundo percebeu, pelo sotaque, que ele era brasileiro.

Um jornalista progressista chegou a perguntar, por quê não chamaram um ator hispano hablante para fazer o papel.

Pergunta bisonha essa, o espanhol é idioma oficial em 21 países, ele tem uma gama enorme de variações e sotaques.

Bobagem, portanto.

E mais, copiar o idioleto, que é a marca individual de fala, é um recurso de imitadores e não de atores.

Para mim, essa celeumazinha é apenas mais uma manifestação do Viralatismo, um movimento que cresce a cada dia no Brasil.

É bom saber, o Viralatismo se opõe ao Modernismo e seu expoente símbolo é o cantor Ed Motta, aquele que não aceita ser reconhecido como um artista latino e prefere definir a si mesmo como um artista latindo.

O Viralatismo, antípoda do Modernismo, tem como conceito e meta síntese "só a autofagia nos desune".

O negócio é meter o pau em qualquer traço de excesso brasilidade de patrícios com sucesso no exterior.

Só deglutimos bem, nas estranjas, o sucesso de brasucas loiras de olhos claros como Gisele Bundchen.

Padilha, Moura, Coelho e Britto não nos representam, latem os vira-latas.

Se antes, no Modernismo, a proposta era deglutir o legado cultural europeu e regurgitá-lo como uma arte tipicamente brasileira; hoje, no Viralatismo, queremos nos deglutir a nós mesmos para ver se extraímos daí novamente a arte europeia pura, sem resquícios de brasilidade.

Absurdo, paradoxal e oximórico, o Brasil é capaz de produzir vira-latas com pedigree.

Espécimes endêmicos destas terras tropicais e exclusivos destas paragens, o viala-lata com pedigree tem como marca o rabo fino e sua meta síntese é tentar morder o próprio rabo.

Paulo Coelho é um escritor aclamado no mundo inteiro, mais de 130 milhões de livros vendidos em mais de 160 países. por isso mesmo, no Brasil, ele é odiado por uma multidão que nunca leu um único livro dele.

O odeiam simplesmente por ele ser brasileiro e ter feito sucesso como escritor. imagina, um ex-parceiro de Raul Seixas, um ex-tomador de chás de cogumelo!

Romero Britto é igualmente odiado pelo viralatismo. o pernambucano, com cara de trabalhador, faz uma pop art – mais pop do que art – alegre, vibrante, colorida e que encanta uma multidão; palmas pra ele.

Só que não.

Há algo no sotaque de Coelho, Britto e Moura, que incomoda os vira-latas.

quando ouço o ladrar dos cães de rua contra Wagner Moura pelo sucesso que faz no papel de Pablo Escobar, lembro que nunca os ouvi ladrar contra o sotaque do Olivier Anquier.

Aliás, todo vira-lata acha lindo um francês falando português com aquele sotaque engraçado do Grilo Falante.

Por isso os franceses fazem sucesso nos programas de gastronomia, é mais pelo sotaque que pela comida que fazem.

Todos querem ouvi-los dizer alhô, cebolá, macarrón…

É por isso que gênios do marketing pessoal como Inri Cristo, Padre Quevedo e o ex-rabino Henri Sobel carregam no sotaque.

É como jogar um osso para um vira-lata.

No mais, o cinema americano está repleto de atores alemães, belgas, italianos, espanhóis, ingleses… todos com o seu sotaque.

Aliás, o sotaque do austríaco Arnold Schwarzenegger não lhe atrapalhou em nada, tanto é que ele se tornou governador da Califórnia.

Só atrapalha o sotaque de Moura.

Lanço essa crônica como o manifesto autofágico não oficial; carece ainda de uma marca, uma logomarca: um cão vila-lata a morder o próprio rabo.

Algum artista se habilita?

Palavra da salvação.

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/09/a-celeuma-em-torno-do-sotaque-de-wagner-moura-e-o-viralatismo-crescente.html

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