Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (Padre Antônio Vieira)

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

David Harvey lamenta o recrudescimento conservador

David Harvey
"No Brasil, há a ascensão oportunista de uma direita neoliberal que se aproveita de um poder efêmero"

"Não acredito que Temer e Macri vão ficar no poder por muito tempo"

por Miguel Martins publicado 14/10/2016 13h36 
 
David Harvey lamenta o recrudescimento conservador no Brasil e no mundo, mas confia que a força do neoliberalismo é passageira

Como marxista, o geógrafo britânico David Harvey procura nas contradições do presente uma inspiração para o futuro, mas não tem sido uma tarefa fácil digerir a ascensão global do conservadorismo. "Eu tenho de confessar que tenho me sentido muito pessimista. É tão estranho, muito do que estamos vivendo é completamente louco, insano", lamenta, para em seguida apegar-se a uma ponta de esperança. "Fico um pouco deprimido, mas acho que as pessoas vão voltar a cair na real."

A antítese entre o pessimismo no presente e o otimismo quanto ao futuro não é estranha a quem adota a dialética como método. Em seu livro 17 Contradições e o Fim do Capitalismo, lançado recentemente no Brasil pela editora Boitempo, Harvey recupera o projeto de Karl Marx de estudar os mecanismos de reprodução do capital para sugerir alternativas às atuais relações de produção. Em lugar de uma ditadura do proletariado e de um Estado forte, o geógrafo confia no advento de um "humanismo revolucionário" como resposta ao caos social e ecológico do capitalismo.

Em entrevista a CartaCapital, Harvey critica a apresentação da teoria econômica convencional como verdade única, defende novas formas de associação econômica para as esquerdas e assume seu desencanto com a ascensão de lideranças como Mauricio Macri, presidente eleito da Argentina, e Michel Temer, empossado após o traumático impeachment de Dilma Rousseff.

Ele projeta, porém, vida curta para o capital político da dupla. "Nos dois países, há a ascensão oportunista de uma direita neoliberal que se aproveita de um poder efêmero. Não acredito que Temer e Macri vão permanecer no poder por muito tempo. "

CartaCapital: Em 17 Contradições e o Fim do Capitalismo, o senhor recupera um dos fundamentos do pensamento de Karl Marx: entender o funcionamento do capitalismo como forma de confrontá-lo e de oferecer uma alternativa. A busca por compreender os mecanismos de reprodução do capital tem sido deixada de lado nas últimas décadas?
David Harvey: O tema certamente tem sido negligenciado e deturpado. Frequentemente, a teoria econômica convencional tem sido apresentada como única verdade, e outras teorias são tratadas com desprezo, pois são negativas para os agentes econômicos. Um dos objetos da teoria convencional é tentar naturalizar o capitalismo, como se o modo de produção fosse imutável. Marx apontava que o capitalismo é construído historicamente e está em evolução, logo é possível prevermos uma mudança.  

CC: O senhor afirma na introdução do livro que as forças tradicionais da esquerda têm se mostrado incapazes de construir uma oposição sólida ao poder do capital. Como contornar essa fragilidade?
DH: Precisamos de uma revolução nas práticas políticas, mas também uma revolução na forma de entendermos a atual situação, nas nossas concepções mentais sobre o mundo, para entendermos o que precisamos fazer e como podemos fazê-lo.

CC: Em entrevista a CartaCapital, Slavoj Zizek defendeu que "a esquerda precisa redescobrir a força do Estado". O senhor concorda?
DH: Eu não acredito que isso seja prioritário. Marxistas, anarquistas e outros grupos da esquerda têm seus próprios princípios sobre o poder, mas o principal problema é como organizar o trabalho de uma forma associativa, para construir uma economia alternativa ao capitalismo. Para mim, o Estado pode ter um papel relevante nisso, mas o fundamental é como as forças anticapitalistas se organizem entre si para lutar contra esse sistema.

CC: O senhor tem acompanhado os desdobramentos políticos do impeachment de Dilma Rousseff?
DH: Estou tentando acompanhar, suspeito que seja mesmo um golpe. Obviamente, no Brasil um presidente foi efetivado sem ser eleito e enxerga nesta oportunidade no poder uma forma de implantar um programa neoliberal bastante radical. A mesma coisa ocorre na Argentina.

A maior parte dos eleitores de Mauricio Macri não previam que seu governo seria tão neoliberal. Nos dois países, há a ascensão oportunista de uma direita neoliberal que se aproveita de um poder efêmero. Não acredito que Temer ou Macri terão força política por muito tempo. Eles estão usando essa passagem pelo poder para construir uma transformação radical da economia e beneficiar a classe do capital corporativo.  

CC: O governo de Temer tem adotado como prioridade diversas medidas impopulares defendidas por grande parte dos empresários brasileiros, entre elas o congelamento de gastos públicos e as reformas trabalhista e da previdência, propostas que dificilmente seriam aceitas pela população em uma campanha eleitoral. O caso brasileiro indica que o casamento entre capitalismo e democracia está em crise?

DH: Há diversas maneiras de vermos a democracia. O capitalismo sempre esteve preso a uma certa visão de democracia, como nos Estados Unidos, onde o sistema democrático é baseado no poder do dinheiro, e não o da população. A Corte Suprema norte-americana basicamente diz que o gasto de recursos em uma eleição não deve ser limitado, pois é um direito individual e a democracia deve absorver isso. Logo, há diferentes definições de democracia.

Livro Harvey
Harvey: '17 Contradições e o fim do capitalismo'. Boitempo, 297 p., R$ 69
O que estamos vendo ao redor do mundo é a emergência de um movimento autoritário. Recep Erdogan, presidente da Turquia, recentemente afirmou: "a democracia é um ônibus que se abandona quando se chega ao destino".

O capitalismo enxerga o regime da mesma forma: quando a democracia é conveniente, o capital é democrático, quando não for, ele encontrará formas de contornar e reconfigurar a natureza do processo democrático. 

CC: O senhor costuma defender a transição para uma economia de crescimento zero, mas há uma enorme pressão do mercado durante recessões. O impeachment de Dilma está diretamente relacionado à crise. Como podemos confrontar o establishment econômico que exige crescimento a qualquer custo?
DH: Sou uma pessoa relativamente velha, e sempre me disseram durante meus 80 anos que a redistribuição de renda só pode ser atingida por meio do crescimento econômico. Temos feito isso nos últimos 60 ou 70 anos, e não tem funcionado. Então penso que precisamos olhar com mais atenção para a redistribuição. Essa deve ser a prioridade, e não o crescimento.

Não sou um defensor incondicional do crescimento zero, em países menos desenvolvidos, o crescimento ainda é necessário. Mas em países desenvolvidos, o crescimento não precisaria ser prioritário. Grande parte do consumismo nos Estados Unidos é desnecessário e constitui um desperdício. Poderíamos organizar o consumo em uma linha completamente diferente se não tivéssemos essa enorme desigualdade na distribuição, na riqueza e no poder.   

CC: Como o senhor vê a ascensão de discursos nacionalistas, expressos em movimentos como o Brexit no Reino Unido e na candidatura de Trump nos Estados Unidos?
DH: Muitos chamam de nacionalismo, eu chamo de desilusão em relação á globalização. Uma das alternativas é voltar-se à política local e sentir-se mais confortável ao controlar as coisas em seu próprio quintal, mais do que ser controlado pelas forças abstratas da globalização.

O fato de que o nacionalismo sabe cultivar esses valores tem feito ele se tornar um alternativa importante. Não acho que precise ser desta forma. Há alternativas ao capitalismo que deveriam ser desenvolvidas. Neste momento, não há, porém,dúvida de que a versão da direita sobre esse processo é dominante.

CC: O senhor considera esse discurso de desilusão uma ameaça para seu projeto de humanismo revolucionário?
DH: É uma ameaça séria, mas é possível resistir. Como disse, não acredito que Temer e Macri vão permanecer no poder por muito tempo, acredito que as esquerdas são suficientemente organizadas para se livrar deles nos próximos quatro ou cinco anos.

O mesmo deve ser verdade para alguns desses movimentos nacionalistas que estão surgindo. Mesmo que Donald Trump seja eleito, não acredito em sua permanência por muito tempo. Muitas das suas propostas não devem sair do papel, pois o apoio político às mudanças não se alargará a tal ponto.

CC: O senhor defende em seu livro que ainda é possível prever o fim do capitalismo por meio de suas contradições ao defender o humanismo como valor universal. O senhor está otimista em relação ao futuro?
DH: Eu tenho de confessar que em certos dias me sinto muito pessimista. É tão estranho, muito do que estamos vivendo é completamente louco, insano. Então fico um pouco surpreso e um pouco deprimido, mas por outro lado eu tendo a achar que as pessoas cairão na real e perceberão que podemos construir um mundo muito, muito melhor.

O que nos está sendo oferecido com essa violência absurda e essa política insana de direita? Por isso, suspeito que, se a esquerda passar a desenvolver ideias e práticas políticas criativas, ela tem um futuro brilhante pela frente.

GIDDENS, Anthony. As consequências da modernidade

GIDDENS, Anthony. As consequências da modernidade. São Paulo: UNESP, 1991. 177 p.


Os modos de vida produzidos pela modernidade nos desvencilharam de todos os tipos tradicionais de ordem social, que uma maneira que não tem precedentes. Tanto em sua extensionalidade quanto em sua intencionalidade [...] estabelecer formas de interconexão social que cobrem o globo, em termos intencionais, elas vieram a alterar algumas das mais íntimas e pessoais característica da nosso existência cotidiana. p. 14


como [...] identificar as descontinuidades que separam as instituições sociais modernas das ordens sociais tradicionais? [...] uma é o ritmo de mudança [...] as civilizações tradicionais podem ter sido consideravelmente mais dinâmicas que outros sistemas pré modernos, mas a rapidez da mudança em condições de modernidade é extrema [...] é mais óbvio no que toca a tecnologia, permeia todas as [...] esferas. Uma segunda descontinuidade é o escopo da mudança. Conforme diferentes áreas do globo são postas em interconexão, ondas de transformação social penetram através de virtualmente toda a superfície da terra. A terceira característica diz respeito à natureza intrínseca das instituições modernas. . Algumas formas sociais modernas simplesmente não se encontram em períodos históricos precedentes. p. 15-16


O problema da ordem é visto aqui como um problema de distanciamento tempo-espaço - as condições nas quais o tempo e o espaço são organizados de forma a vincular presença e ausência. p. 22-23


O dinamismo da modernidade deriva da separação do tempo e do espaço e de sua recombinação em formas que permitem o zoneamento tempo-espacial preciso da vida social. O desencaixe dos sistemas sociais; e da ordenação e reordenação reflexiva das relações sociais à luz das contínuas entradas (inputs) de conhecimento afetando as ações de indivíduos e grupos. p. 25


O esvaziamento do tempo é em grande parte a pré-condição para o esvaziamento do espaço e tem assim prioridade casual sobre ele. [...] a coordenação através do tempo é a base do controle do espaço [...] o desenvolvimento de espaço vazio pode ser entendido em termos de separação entre espaço e lugar. Lugar é melhor conceitualizado por meio da ideia de localidade, que se refere ao cenário físico da atividade social como situado geograficamente. . p. 26-27


Nas sociedades pré-modernas, espaço e tempo coincidem amplamente, na medida em que as dimensões espaciais da vida social são, para a maioria da população, e para quase todos os efeitos, dominadas pela presença - por atividades localizadas. O advento da modernidade arranca crescentemente o espaço do tempo fomentando relações entre outros ausentes, localmente distantes de qualquer situação dada ou interação face-a-face. Em condições de modernidade o lugar se torna cada vez mais fantasmagórico, isto é, os locais são completamente penetrados e moldados em termos de influências sociais bem distantes deles. O que estrutura o local não é simplesmente o que está presente na cena; a forma visível do local oculta as relações distanciadas que determinam sua natureza. p. 27


A separação entre o tempo e o espaço não deve ser vista como um desenvolvimento unilinear, no qual não há reversões ou que é todo abrangente. Pelo contrário, como todas as tendências de desenvolvimento, ela tem traços dialéticos provocando características opostas. Além do mais, o rompimento entre tempo e espaço fornece uma base para sua recombinação em relação à atividade social. p. 28-29



DE MASI, Domênico. Criatividade e grupos criativos

DE MASI, Domênico. Criatividade e grupos criativos. Rio de Janeiro: Sextante, 2003. 795 p.


O uso do computador elevou a produtividade tanto na ciência como nas empresas, permitindo a desestruturação espaço-temporal dos processos e, ao mesmo tempo, a sua integração funcional através de fluxos de comunicativos capazes e centralizar e distribuir informações em escala planetária e em tempo real. p. 351-352


a pesquisa, a instrução e a formação evoluirão de forma sinérgica no mundo inteiro, graças a distribuição cada vez mais capilar das informações. p. 355


será [....] solicitada a inovação nas tecnologias da virtualidade, dos sistemas de geração e uso do conhecimento, da formação e da educação. p. 355


Irá se confirmar a tendência [...] small, smart e self. No componente self será central a possibilidade das tecnologias informáticas de se auto-reproduzir-se, auto-sistematizar-se e, portanto, auto-manter-se. p. 355


o progresso se deslocou aparentemente de tecnologias materiais para tecnologias desmaterializadas. p. 356


a relação entre a matéria constitutiva e o poder da função oscila sempre em favor da segunda. p. 356


Nas três invenções mesopotâmicas geralmente consideradas mais importantes (forno a carvão com exaustão, eixo cilíndrico, escrita) [...] maiores descobertas tecnológicas da idade média (moinho, arreio, pólvora, imprensa, bússola, óculos, relógio) a mesma relação [...] desequilibra-se em favor da segunda, ou seja, a tecnologia parece desmaterializar-se. p. 357


Não foi a tecnologia que se desmaterializou, mas o nosso conceito de matéria que deve ser renovado com base nas novas aquisições teóricas. p. 358


Graças à miniaturização (diferente da desmaterialização), é provável que quase todas as tecnologias nos pareçam cada vez mais amistosas e penetrem com crescente naturalidade na nossa existência. A longo prazo, a evolução tecnológica e sobretudo a digitalização da informação terão efeitos revolucionários na qualidade de vida e no trabalho, no ambiente, na sociedade, na economia, num posterior desenvolvimento tecnológico e na política. Mudarão substancialmente os modos de instrução, de trabalho, de comunicação e de uso do tempo livre. Em suma, de viver e de criar. p. 358


As transformações tecnológicas permitirão participar em tempo real daquilo que acontece no mundo, mas oferecerão uma tal abundância de informações que criarão um estresse psíquico e comprometerão a capacidade crítica. Correr-se-á o risco de acentuar assim a atual desorientação, de tornar as pessoas cada vez mais passivas e de perder os pontos de referência e de exatada avaliação daquilo que podemos fazer. p. 358


O telefone celular, a televisão e a internet já redefiniram a nossa relação com o espaço e com o tempo, determinando um sentido de ubiquidade. A potência crescente dos computadores já alterou a nossa percepção do mundo. 358-359


A redundância de informações comportará, para a maioria dos cidadãos, a dificuldade de processá-las e de dominá-las. Portanto, tenderá a aumentar o número de intérpretes que se ocuparão de transmitir a informação depois de a terem recenseado, compreendido e, às vezes, até distorcido, com grandes perigos de equívocos interpretativos e de manipulação. Paralelamente, aumentará o poder econômico e político dos detentores dos meios de informação e dos titulares do novo conhecimento, que ocuparão aqueles vértices do sistema social que haviam pertencido aos industriais, e antes ainda, aos proprietários de terras. 359


Superados Taylor e Ford, predominarão Fausto e Frankenstein: metáforas inquietadoras da relação do homem pós-moderno com a tecnologia pós-industrial. 359


Nos países ricos irá se acentuar a busca de um bem-estar no trabalho, no turismo, no estudo, nas comunicações, na saúde, na estética, no comportamento e nas interações. A necessidade de um bem estar crescente determinará o estímulo para a invenção de tecnologias adequadas, capazes de oferecer um novo e complexo produto: a qualidade de vida e novos luxos como a disponibilidade de tempo e de espaço, de autonomia e segurança, assim como de beleza e simplicidade. 359


As tecnologias da informação e da comunicação permitem manter relacionamentos a uma distância planetária sem dar um passo sequer. Podemos ser, ao mesmo tempo, globais e locais, semelhantes e idênticos, ubíquos e isolados, nômades e sedentários, ao lado de modelos novos de comportamento que permitem manter relações de tipo econômico, jurídico e burocrático sem a co-presença física das partes. Junto a novas oportunidades de trocas, conhecimentos, integrações e divertimentos, a sociedade da informação criará também novas solidões, novos egoísmos, novos estranhamentos, novas corridas pelo desempenho, pelo resultado, pela competitividade e pelo sucesso. 359


Por outro lado, as oportunidades devidas ao aumento das informações disponíveis serão colhidas numa medida diferente, segundo as capacidades socioeconômicas, culturais, críticas, de filtragem e de seleção de cada um dos sujeitos sociais, com o perigo de uma posterior bifurcação entre o mundo dos privilegiados e o dos excluídos. (digital devide). 359


As tecnologias da informação permitirão, por uma parte, formas de democracia telemática, direta, de tempo real; por outra, tentarão uma elite muito restrita a dominar todo o sistema social, favorecida pelo poder manipulador dos seus mass media e pelo desinteresse, inculcado sobretudo nos jovens, em relação ao exercício da política e dos valores de solidariedade. A New Economy subordinará a política à economia e a economia às finanças favorecida pelo crescente distanciamento entre a débil difusão da cultura humanista, cada vez mais desprezada, e a forte propagação da cultura técnica, sempre mais apreciada, causando a irresistível penetração da cultura de massa, posto avançado da mercantilização. p. 360

 



segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Marcha para Brasília contra o Golpe de Estado

18/03/2016- São Paulo- SP, Brasil- Protestos em apoio ao governo Dilma Rousseff, na avenida Paulista. Foto: Paulo Pinto/ Agência PT

Marcha Para Brasília e Cerco ao Palácio do Planalto!!!

"Quem não luta por seus direitos não é digno deles."

Rui Barbosa.

MANIFESTO

Nós, cidadãos brasileiros, diante dos acontecimentos que levaram à deposição ILEGAL da Presidenta da República de nosso país, através de uma farsa parlamentar denominada de "IMPEACHMENT"e escandalosamente apoiada e promovida pela mídia LESA PÁTRIA instalada em nosso país, vimos, através desta, comunicar e conclamar a cada cidadão do nosso querido BRASIL, que se levante ante a TIRANIA que se abate sobre nós e que nos é imposta por uma elite NEFANDA, APÁTRIDA E CRIMINOSA, acostumada a se locupletar com o resultado dos esforços dos demais cidadãos que produzem a riqueza de nosso país sem que jamais lhes seja permitido, através de um sistema injusto e discriminador que nos é imposto, usufruir das riquezas geradas pelo seu trabalho.

thomasjeffersoninjustica

Desta forma, solicitamos a todos os nossos queridos compatriotas, que se unam a nós num levante cívico, visando a deposição do GOLPISTA que hoje se encontra, de forma ilegal e criminosa, no posto de nossa Presidenta eleita, Dilma Vana Rousseff.

Marcharemos até a nossa capital, Brasília, e lá estaremos no dia 05/11 do ano de 2016, para cercar, pacificamente, o Palácio do Planalto, e de lá não sairemos, até a retirada dos golpistas que lá se alojaram criminosamente, contra todos os desejos de nosso povo expressos na eleição de 2014, e pretendendo doar nosso país e suas riquezas, atendendo aos interesses escusos dos que tramaram o complô político e que agora cobra a conta com a entrega de nossas riquezas e tendo, como pano de fundo, a exacerbação do lucro em cima do lombo do trabalhador brasileiro, que observa, na inação das instituições que deveriam protegê-lo, o sinal de que fora atirado aos leões por gente inescrupulosa e incapaz de agir sem que seja em causa própria e visando a manutenção do luxo que tem herdado por gerações.

ruibarbosainjustica

A retirada dos direitos trabalhistas, que se busca implementar pelos impostores alojados no Governo Federal, não é nada mais que a consequência lógica para os que, rejeitados reiteradamente, por quatro eleições seguidas, e tendo seus projetos de poder rechaçados pelo voto popular, se utilizam de métodos fraudulentos e, roubando o desejo do povo expresso no voto, pretendem roubar-lhe, também, seus direitos, sua força, sua alegria e seu sonho de viver em mundo melhor e que seus filhos possam conquistar suas próprias vitórias, num país que lhes respeite o direito de viver dignamente.

Aos que não puderem estar conosco em nossa capital, Brasília, aos 05/11, pedimos que não compareçam aos seus respectivos trabalhos, aos que forem trabalhar, solicitamos que compareçam ao mesmo vestido totalmente de branco. Que se manifestem livremente de todas as formas que encontrarem para que nossa voz seja ouvida, não só pelos que, de forma violenta e arbitrária, nos expropriaram do direito de escolha dos rumos de nossa nação.

Saiam as ruas compatriotas, queridos brasileiros, pois ante imposições ilegítimas, em situações de injustiça e onde a TIRANIA impera, "temos o dever moral à DESOBEDIÊNCIA" CIVIL, porque somos SERES HUMANOS e não uma patuleia SERVIL.

martinlutherkingmal

No dia 05/11, nada compre, não vá aos shoppings, não use o televisor, não assista a REDE GLOBO, não use seus celulares, mostrem, por fim, cada um de uma ou mais formas, a sua insatisfação diante da brutal onda que atiram contra nós, advinda do mar de iniquidades em que eles navegam e do lamaçal em que chafurdam.

Estaremos junto a cada brasileiro, a partir do dia 05/11, dia de finados, para enterrar, de uma vez por todas estes GOLPISTAS que se apoderaram de nosso país CANCELANDO TODOS OS ATOS LESIVOS À NOSSA SOBERANIA E NOSSO POVO e NACIONALIZANDO TODAS AS RIQUEZAS DE NOSSO SUBSOLO e encampando todas as mineradoras que atuam em território nacional.

Quem não puder estar em Brasília neste dia, dê seu apoio à nossa luta contra este GOLPE contra nossa DEMOCRACIA, CONTRA A PERDA DE DIREITOS E CONTRA OS CRIMINOSOS QUE SE APOSSARAM DO PALÁCIO DO PLANALTO E ESTÃO A VENDER NOSSA NAÇÃO concentrando-se na frente das afiliadas da REDE GLOBO em todo o país e impedindo que façam suas matérias.

ruibarbosaditadura

Quem não puder ir a Brasília, proteste contra o promotor MOR deste GOLPE que foi pensado e planejado além de nossas fronteiras pelos EUA, concentrando-se na frente da Embaixada e nos escritórios consulares dos EUA no Brasil, nos endereços abaixo:

http://linkis.com/wordpress.com/uIepy

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