Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (Padre Antônio Vieira)

terça-feira, 29 de agosto de 2017

A casta do judiciário


O Conversa Afiada reproduz artigo de Fernando Brito, no Tijolaço:
"A lei é para todos" não passa no Cine Justiça


O Poder360 levantou o valor pago a 6.386 juízes, o que corresponde a aproximadamente 37,5% dos magistrados existentes no país.

O resultado, estarrecedor, foi de que nada menos de 73% receberam acima do teto constitucional de R$ 33.763.

Quase três em cada quatro pesquisados.

Uma despesa extra, em um mês, de R$72,4 milhões.

Mantida esta proporção, apenas para dimensionar o problema, em escala nacional, o "extrateto" de julho montaria a R$ 192,5 milhões.

Em 12 meses, R$ 2,31 bilhões.

Não é a remuneração dos juízes, é apenas o que ultrapassa o teto.

E como o teto nos Estados deveria ser menor (90,25 % dos R$ 33.763 do STF para desembargadores e 85, 73% para juízes de 1ª instância) o valor é ainda maior.

Há dois prejuízos graves para a sociedade.

O primeiro, evidente, é o do dinheiro que – tal como dizem que a corrupção desvia dos serviços públicos – se priva a população.

O segundo é que demonstra, para quem pensar um pouco, é que nossas liberdades e direitos estão nas mãos de uma casta que, pelo que ganha, ganhou por anos a fio e crê que ganhará por toda a vida, não vive no mesmo mundo que nós.



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