Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (Padre Antônio Vieira)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Giuseppe Arcimboldo - O bibliotecário

Pintor italiano nascido em Milão, de grande influência em futuros surrealistas, como o espanhol Salvador Dali. Iniciou a carreira aos 22 anos, como desenhista dos vitrais da catedral milanesa, ao lado do pai, Biaggio, seu primeiro mestre. Combinou o trabalho com o estudo das gravuras de Leonardo da Vinci, especialmente os de veia caricaturesca, cuja marca se evidenciaria em sua produção posterior. Mudou-se para Praga (1562), onde se tornou pintor favorito da corte, realizando vários cenários para o teatro imperial, trabalhando sucessivamente para os imperadores Fernando I, Maximiliano II e Rodolfo II. Morreu em Milão e em diversos museus europeus encontram-se obras desse famoso artista. Seu trabalho mais conhecido é a série As quatro estações (1573), série de cabeças formadas por uma infinidade de elementos vegetais como flores, folhas etc. Outros trabalhos foram Água (1566), Fogo (1566), Terra (1570), Auto-retrato (1575), Flora (1591), entre vários mais.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Quantos anos você tem?

Penso que as pessoas quando questionadas sobre a sua idade, não deveriam dizer quantos anos de vida vivida elas tem, mas sim quantos anos de vida lhes resta. Uma pessoa de 60 anos, poderia dizer, ao perguntarem a sua idade: "Tenho 20 anos de vida", um jovem de 15 diria: "Tenho 65 anos". Acho mais justo com as pessoas especiais. Nossa, tenho só 20 anos para curtir esta pessoa, ou quem sabe, que bom! ainda tenho 60 anos para curtir minha namorada. Eu? Eu tenho 50 anos.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Pote Mágico de Cachaça

Tantas coisas perderam-se entre os corações:
Meu pote mágico de cachaça,
Minha meia fedida que rechassa,
Meu caderninho de escrever ilusões.

Tantas coisas perderam-se entre os corações...
Sofridos, tristes, queridos,
Amados, meigos, amigos,
Estórias e mentiras sussurradas sobre os colchões.

Tantas coisas perderam-se entre os corações...
Que de tanto amar deixaram de ser amados,
Flor que desperta o ódio nos corações abandonados.

Apesar de tantas coisas que perderam-se entre os corações,
O que sinto mais falta não é nem do amor nem do pote mágico: é da cachaça!
A minha sorte é que ela é barata....

F. Foresti, em meio aos corações abandonados cheios de cachaça

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Mil Perdões - Chico Buarque

Te perdôo
Por fazeres mil perguntas
Que em vidas que andam juntas
Ninguém faz

Te perdôo
Por pedires perdão
Por me amares demais
Te perdôo

Te perdôo por ligares
Pra todos os lugares
De onde eu vim

Te perdôo
Por ergueres a mão
Por bateres em mim
Te perdôo

Quando anseio pelo instante de sair
E rodar exuberante
E me perder de ti

Te perdôo
Por quereres me ver
Aprendendo a mentir (te mentir, te mentir)

Te perdôo
Por contares minhas horas
Nas minhas demoras por aí

Te perdôo
Te perdôo porque choras
Quando eu choro de rir
Te perdôo
Por te trair

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O absurdo é o divino

[...] somos é esfinges falsas e não sabemos o que somos realmente. O único modo de estarmos de acordo com a vida é estarmos em desacordo com nós próprios. O absurdo éo divino.

Fernando Pessoa, O livro do desassossego, p. 60.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Sonho de um Carnaval - Chico Buarque

Carnaval, desengano
Deixei a dor em casa me esperando
E brinquei e gritei e fui vestido de rei
Quarta-feira sempre desce o pano

Carnaval, desengano
Essa morena me deixou sonhando
Mão na mão, pé no chão
E hoje nem lembra não

Quarta-feira sempre desce o pano
Era uma canção, um só cordão
E uma vontade
De tomar a mão
De cada irmão pela cidade

No carnaval, esperança
Que gente longe viva na lembrança
Que gente triste possa entrar na dança
Que gente grande saiba ser criança

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Coração: fica bem

Deus, estou tão triste,
Ando chorando tanto...
Mas sem música não consigo chorar.
Preciso de trilha sonora para penar.

Será que meu sentimento é verdadeiro?
E a minha tristeza, como veio?
Pode ser que seja banal,
Mas minh'alma insiste que ele é todo o mal...

Preciso suplantar estes sentimentos
Deixar de lado meus tormentos,
Já disse para a minh'alma:

Metade da culpa é minha,
A outra metade eu não sei.
Coração: fica bem.


f. foresti
20/01/2009

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