Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (Padre Antônio Vieira)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Quasi

Arrumar a vida, pôr prateleiras na vontade e na ação...
[...]
Produtos românticos, nós todos...
E se não fôssemos produtos românticos, se calhar não seríamos nada.
 
Assim se faz a literatura...
Coitadinhos Deuses, assim até se faz a vida!
 
 
Álvaro de Campos, Quasi

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Ah, abram-me outra realidade

Ah, abram-me outra realidade [...]
Quero encontrar as fadas na rua!
Quero desimaginar-me desse mundo feito com garras,
Desta civilização feita com pregos.
Quero viver como uma bandeira a brisa,
Símbolo de qualquer coisa no alto de uma coisa qualquer.
 
Depois encerrem-me onde queiram.
Meu coração verdadeiro continuará velando
[...]
No alto do mastro das visões
Aos quatro ventos do mistério.
 
Álvaro de Campos
 

Não ter deveres, nem horas certas, nem realidades...

Não ter deveres, nem horas certas, nem realidades...
Ser uma ave humana
Que passe haleiónica sobre a intransigência do mundo [...]
Faz tudo triste
No coliseu com lágrimas
 
Farnando Pessoa

Tudo que foi é a mesma morte

Que grande vantagem trazer a alma virada do avesso!
Ao menos escrevem-se versos. [...]
Passa-se por doido...
[...]
Porque todas as recordações são a mesma recordação,
Tudo que foi é a mesma morte,
Ontem, hoje, quem sabe até amanhã?
 
Fernando Pessoa

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Meu Guri


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Manifesto da ARTE BARATA

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Eu e meu coração - João Gilberto

Composição: Inaldo Vilarim / Antonio Botelho

O meu coração apaixonado
De sofrer vive abafado
Sem saber porquê
Reclama, coitadinho,
Tão baixinho
Que às vezes penso até
Que ele vai parar

Tudo foi por causa de alguém
Que sem ter razão
Me fez chorar de dor

Não chore coração apaixonado
Esquece teu passado
Arranje outro amor

fonte: http://letras.terra.com.br/joao-gilberto/618228/

 

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