Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (Padre Antônio Vieira)

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

440Hz – Conspiração contra a mente humana?

A maior parte da música mundial é afinada em 440Hz desde que a International Standards Organization (ISO) aprovou em 1953. As descobertas recentes da vibração – oscilação natural do universo indica que essa afinação contemporânea pode gerar um efeito prejudicial à saúde ou um comportamente anti-social na consciência dos seres humanos.

A=432Hz, conhecido como Lá de Verdi é uma afinação alternativa que é matematicamente consistente com o universo. Músicas baseada em 432Hz transmite energia de cura benéfica, porque é um tom puro de matemática fundamental da natureza.

Há uma teoria que diz que a mudança de 432Hz para 440Hz foi ditada pelo ministro de propaganda nazista, Joseph Goebbels. Ele usou-a para fazer com que as pessoas pensassem e sentissem de uma certa maneira, e para fazê-los prisioneiros de uma certa consciência. Então, por volta de 1940, os Estados Unidos introduziram mundialmente o 440Hz, e finalmente em 1953, tornou-se o padrão pela ISO.

440Hz é o padrão antinatural de afinação, removido da simetria das vibrações sagradas e harmônicos que tem declarado guerra ao subconsciente do homem do ocidental.

Em um manuscrito intitulado "Musical Cult Control" (Controle de culto musical), Dr. Leonard Horowitz escreveu: "A indústria da música tem essa frequência imposta que é "pastorear" populações para uma maior agressividade, agitação psicossocial e sofrimento emocional que predispõe as pessoas as doenças físicas".

Você apenas tem que ir até a rua e olhar ao redor. O que você vê? Criancas da escola, jovens indo para o trabalho, uma mulher com seu bebê na praça, um homem com o seu cachorro – e o que eles tem em comum? IPods e MP3 Players! Engenhoso, não é?

"Se você quer encontrar os segredos do universo, pense em termos de energia, frequência e vibração." – Nikola Tesla

Os poderes que estão com sucesso reduzindo as vibrações, não só das jovens gerações, mas também de todos nós também. Estas frequências destrutivas arrastam os pensamentos para a interrupção, desarmonia e desunião. Além disso, elas também estimulam o orgão controlador do corpo – o cérebro – para a ressonância desarmônica, que em última análise cria a doença e a guerra.

Frequência e vibração detêm um poder extremamente importante, ainda escondido para afetar as nossas vidas. nossa saúde, nossa sociedade e nosso mundo. A ciência da Cymatics (ou seja, o estudo do som visível e vibração) prova que frequência e vibração são as chaves mestras e fundação organizacional para a criação de toda a matéria e da vida neste planeta.

Quando as ondas sonoras se movem através de um meio físico (areia, água, ar, etc), a frequência das ondas tem um efeito direto sobre as estruturas que são criadas pelas ondas sonoras que passam por esse meio particular.

"Se alguém deseja conhecer se o reino é bem governado, se sua moral é boa ou ruim, a qualidade de sua música irá fornecer a resposta" - Confúcio

A música tem um poder oculto para afetar nossas mentes, nossos corpos, nossos pensamentos e nossa sociedade. Quando a música é baseada em um padrão de afinação propositadamente retirados dos harmônicos naturais encontrados na natureza, o resultado final pode ser a intoxicação psíquica da mente em massa da humanidade.

Como o documentário Kymatica diz, a redescoberta do conhecimento da ciência do som mostra que o som é algo mais do que meros sinais vibratórios, não só o som interagi com a vida, mas sustenta-a e desenvolve-a. Ele atua como um canal de intenção consciente entre as pessoas, sociedades e civilizações inteiras.

Fonte: http://www.whydontyoutrythis.com/2013/08/440hz-music-conspiracy-to-detune-good-vibrations-from-natural-432hz.html?m=1

http://trumpetarticles.wordpress.com/2013/08/07/440hz-conspiracao-contra-mente-humana/

terça-feira, 30 de julho de 2013

Os Desclassificados 2013


quarta-feira, 24 de julho de 2013

ALVES, Rubem. A maçã e outros sabores

ALVES, Rubem. A maçã e outros sabores. Campinas, SP: Papirus, 2005. 108 p.

 

[...] a única coisa que Deus faz é brincar [...] Adão foi expulso do paraíso quando deixou de brincar e passou a trabalhar. p. 40

Uti = o que é útil, utilizável, utensílio. Usar uma coisa é utilizá-la para obter uma outra coisa. Frui = fruir, usufruir, desfrutar, amar uma coisa por causa dela mesma. A ordem do uti  é o lugar do poder. Todos os utensílios – ferramentas – são inventados para aumentar o poder do corpo. A ordem do frui, ao contrário, é a ordem do amor – coisas que não são utilizadas, que não são ferramentas, que não servem para nada. Elas não são úteis; são inúteis. Porque não são para serem usadas, mas para ser gozadas.

...

[...] A vida não se justifica pela utilidade. Ela se justifica pelo prazer e pela alegria – moradores da ordem da fruição. Por isso que Oswald de Andrade [...] repetiu várias vezes: "A alegria é a prova dos nove".

...

As ferramentas não nos dão razões para viver. Elas só servem como chaves para abrir a caixa dos brinquedos. p. 44-45

O inglês e o alemão tem uma felicidade que não temos. Têm uma única palavra para se referir ao brinquedo e à arte. No inglês, play. No alemão, spielen. Arte e brinquedo são a mesma coisa: atividades inúteis que dão prazer e alegria. [...] são [...] brincadeiras que inventamos para que o corpo encontre a felicidade, ainda que em breves momentos de distração, como diria Guimarães Rosa. 

...

Esse é o resumo da minha filosofia da educação. Resta perguntar: os saberes que se ensinam em nossas escolas são ferramentas? Tornam os alunos mais competentes para executar as tarefas práticas do cotidiano? E eles, alunos, aprendem a ver os objetos do mundo como se fossem brinquedos? Têm mais alegria? p. 46

[...] O que faz um louco não é a loucura da ideia. É a força da ideia. O louco tem ideias fortes. O não-louco tem ideias fracas. [...] Os não-loucos sabem que as ideias são entidades fraquinhas, meras bolhas de sabão sem poder, não podem fazer nada, brinquedos etéreos com que a cabeça se diverte. [...] Assim sendo, apressam-se em brincar com as ideias loucas, transformando-as em literatura, poesia, pintura... A alegria da cabeça se faz assim: com ideias loucas, fracas. p. 57

[...] A alma é o lugar onde o amor guarda o que não aconteceu, em forma de imaginação, para que aconteça sempre. p. 78

[...] choramos e rimos porque a alma é feita com o que não existe, coisa que só os artistas sabem. "Somos feitos da mesma matéria dos nossos sonhos", afirmava Shakespeare. p. 79

Que eu leve o sol

Senhor
faz de mim
um insrtumento
da tua música.
Onde há silêncio
que eu leve o si.
Onde há dor
que eu leve o dó.
Onde há uma lágrima
que eu leve o lá.
E onde há trevas
que eu leve o sol.

Carlos Rodrigues Brandão apud Rubem Alves

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Encontro

Galera, fui no banheiro dar uma cagada e o diabo apareceu pra mim, me perguntou se estaríamos dispostos a vender a alma pra ele em troca de sucesso pra banda, ele prometeu que nos faria astros do rock'n'roll, falei pra ele que iria conversar com vocês e depois mandaria um email pra ele pra negociar o caso, o que vocês acham da proposta? Sei que tá todo mundo muito ocupado com faculdade, trabalho e etc...mas de repente acho que a gente pode dar uma pensada na situação.

Caso vocês tenham alguma dúvida sobre as cláusula do contrato podem entrar em contato direto com o coisa-ruim segue o mail do cara diabo@inferno.org, ele me disse que olha a caixa toda a hora e que recebe as mensagens no I-phone, por isso está sempre atento.

Convidei ele pra assistir o nosso show hoje, e ele me disse que talvez dê uma passada lá hoje, mas não deu certeza por que está numa correria infernal de final de ano, mas me disse que a qualidade do som pouco importa pra ele, e sim a atitude.

Depois disso deu uma risada diabólica, e sumiu numa nuvem de fumaça de enxofre, pior que todo mundo ficou me olhando depois que eu saí do banheiro, pensando que eu peidava fumaça....foda.

Bom, era isso, tá dado o recado.

Até de noite!!
 
l. manzoni

terça-feira, 18 de junho de 2013

Smartphones podem estar nos tornando mais "burros"

Muito tempo atrás, alguns escritores decidiam morar em lugares afastados para bloquear o mundo exterior e se concentrar na página em branco. Hoje, está ficando cada vez mais difícil manter o mundo tecnológico à distância. Alguns desses retiros para artistas permitiram o acesso sem fio aos estúdios, enquanto outros, como Yaddo e MacDowell, limitam a capacidade de acesso à internet em suas bibliotecas.

"As pessoas às vezes se surpreendem com sua própria reação quando ficam off-line", disse ao "Times" David Macy, diretor e residente da colônia artística MacDowell. "Eu acho que há até um nome médico para isso -ou talvez seja o nome do [jornal satírico] 'The Onion'-: 'ansiedade provocada por não estar em um hot spot sem fio'."

Alguns escritores instalaram programas de software como Freedom e SelfControl para tentar limitar a navegação na internet. O romancista americano Jonathan Franzen retirou o cartão sem fio de seu computador, colocou o cabo de rede no lugar e depois cortou o cabo, transformando o computador em uma máquina de escrever livre de internet, relatou o "Times".

O objetivo de minimizar as distrações é mais que nobre. As interrupções nos tornam menos inteligentes, segundo pesquisa do Laboratório de Integração Humana-Computador da Universidade Carnegie Mellon em Pittsburgh, na Pensilvânia.

Os pesquisadores de lá decidiram medir o poder cerebral perdido quando alguém é interrompido por um telefonema ou por um e-mail, relataram no "Times" os autores Bob Sullivan e Hugh Thompson. Quando os sujeitos eram informados de que deviam esperar uma distração e eram interrompidos durante um teste, se saíam muito pior que os sujeitos que eram deixados à vontade. O grupo distraído/interrompido respondeu corretamente em 20% menos ocasiões que o grupo não interrompido.

"Existem evidências de que não somos tão viciados em novas mensagens de texto", escreveram. "Na verdade, elas também nos roubam energia cerebral."

O problema de monitorar um telefone celular e caminhar sem tropeçar nas coisas é algo que o Google esperava solucionar ao fazer o Glass. Outras empresas também estão facilitando o uso do telefone junto com outras atividades, relataram no "Times" os psicólogos Daniel J. Simons e Christopher F. Chabris. Em abril, a Chevrolet anunciou sua "integração sem olhos e sem mãos" com a interface de comando de voz Siri do iPhone.

Essas tecnologias parecem soluções ideais, permitindo que você interaja com seu smartphone enquanto continua alerta para o entorno. Mas o cérebro não funciona assim.

"O problema é que olhar não é a mesma coisa que ver", escreveram Simons e Chabris, "e as pessoas fazem suposições erradas sobre o que vai chamar sua atenção."

Experimentos mostraram que as pessoas deixam de notar coisas tão óbvias quanto alguém vestido de gorila quando sua atenção é distraída. "Pesquisadores usando dispositivos de rastreamento de olhos descobriram que as pessoas podem não ver a roupa de gorila mesmo quando olham diretamente para ela", disseram Simon e Chabris. "Esse fenômeno de 'cegueira desatencional' mostra que o que vemos depende não apenas de para onde olhamos, mas também de como focalizamos a atenção."

Poucos autores abandonariam a capacidade de pesquisa que a internet oferece. A era da computação "usável" já chegou, mas a nova tecnologia está evoluindo mais depressa que nossa capacidade de administrá-la.

"O Google Glass pode permitir que os usuários façam coisas incríveis", escreveram Simon e Chabris, "mas não elimina os limites da capacidade humana de prestar atenção."


http://www1.folha.uol.com.br/tec/2013/06/1296918-smartphones-podem-estar-nos-tornando-mais-burros.shtml

quarta-feira, 12 de junho de 2013

A maconha e a música

Quem nasceu primeiro: a Purple Haze para cantar ou a Purple Haze para fumar? Embora não tenha sido feita para a erva, a música de Jimi Hendrix é um dos maiores odes à maconha, dando nome até a uma de suas variantes -- ou o contrário.

À parte a ordem questionável, a biografia 'Jimi Hendrix: Electric Gypsy' confirma a história da origem da canção. O livro também atesta que o cafuzo deus da guitarra era um costumeiro usuário de entorpecentes.

O quanto o uso de drogas influenciou sua obra, ao contrário, não pode ser medido. No caso da mais célebre delas, a maconha, pouco se sabe a respeito de seus efeitos na criatividade do artista e do ser humano.

"A maconha é uma mistura enorme de substâncias. Umas são conhecias, outras não. A gente não tem uma noção de toda sua abrangência", diz Dartiu Xavier, psiquiatra e professor doutor da Universidade Federal do Estado de São Paulo (UNIFESP).

Para o médico, poucos estudos ratificam a influência da cannabis no processo de criação do cérebro. "A pessoa pode se sentir mais livre, menos ansiosa, mas não há alteração na sua criatividade", diz ele.

João Menezes, doutor em neurobiologia e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vai além quanto ao consumo da planta. "Você sincroniza coisas que normalmente você não sincronizaria. Isso dá um efeito pro artista que é o de criatividade, novas ideias. É a base daquele 'ih, viajou!'".

O especialista aprofunda mais sua análise. "Pra música isso é muito rico, dependendo do treinamento do músico. Pessoas que trabalham nessa área relatam que aumenta a criativade. Eu brinco que dá tempo pra você escutar os pensamentos", argumenta ele.

Mais ou menos criativo, o cérebro humano tem uma resposta padrão à maconha fruto de anos de evolução. Trata-se de um processo iniciado na ingestão dos princípios ativos da planta, especialmente o THC e o CBD.

Os compostos são neurotransmissores. Eles funcionam como pontes que enviam informações entre as células nervosas -- os neurônios. Contato feito, atividade celular alterada, efeitos da maconha alcançados.

A ligação entre substâncias e células só é possível por conta dos receptores endocanabinóides. A maconha seria indiferente ao cérebro humano caso eles não existissem. Tais como adaptadores USB, são eles que fecham o circuito na troca de dados (ou efeitos) entre planta e homem.

Eles não são poucos. Menezes elenca alguns além das conexões incomuns de ideias. "Mudança da passagem do tempo, aumento dos estímulos sensoriais, aumento do foco da atenção e distúrbio na memória de curta duração", diz o pesquisador.

A conta, entretanto, não é exata. "Tem umas espécies da planta que aumentam sua coordenação e sua vontade de fazer as coisas; dão muito mais fome. Tem outras que acalmam, te entorpecem, te põem pra dormir", afirma o especialista.

Não só por conta do tipo, as influências da maconha existem em função de fatores que vão do biotipo de quem a consome à forma de ingestão, passando pela quantidade e duração de absorção, afirma Menezes.

Da mesma maneira resultam os problemas do seu consumo. "A maioria dos efeitos negativos tem a ver com o uso muito precóce, numa fase em que o cérebro esta em desenvolvimento. A maconha é uma droga relativamente segura no adulto", diz o psiquiatra Dartiu Xavier.

O médico concorda com Menezes que os estudos sobre a cannabis ainda são novos dentro da comunidade científica. "Se eu soubesse como a maconha funciona no cérebro com perfeição eu estaria rico e famoso", brinca o professor da UFRJ.

Os fatos conhecidos até então permitem dizer que o consumo de maconha altera os processos criativos. Contudo, se não há garantia de se tornar o estereótipo letárgico propagado pela crença popular, tampouco haverá um novo Jimi Hendrix por causa da erva.


http://mtv.uol.com.br/musica/a-maconha-afeta-o-poder-de-criacao-musical?utm_source=redesabril_mtv&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_mtv1

Arquivos Malucos