Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (Padre Antônio Vieira)

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Minha música

DIZEM QUE A RAZÃO POR que embalam as criancinhas em ritmo binário é porque, durante nove meses, ouvimos a pulsação binária do coração da mãe. O ritmo binário do coração da mãe se inscreve no corpo da criancinha como uma memória tranquilizadora. Se isso é verdade, tem de ser verdade também que a música ouvida em tempos anteriores à memória consciente, no sono fetal, torna-se parte da nossa carne.

Comecei a ouvir música antes de nascer. Minha mãe era pianista e tocava. A música clássica é parte da minha carne.

Não é meu costume ouvir música enquanto escrevo. Fico possuído pela música, numa espécie de êxtase, e isso faz parar meus pensamentos. Contrariando o meu hábito coloquei no micro um CD de uma peça que nunca ouvira, sonata para violino e piano de César Franck. Minutos depois, eu estava chorando. Aí interrompi o choro e fiz um exercício filosófico. Perguntei-me: "Por que é que você está chorando?" A resposta veio fácil: "É por causa da beleza..." Continuei: "Mas o que é a experiência da beleza?" Sem uma resposta pronta, veio-me algo que aprendi com Platão. Platão, quando não conseguia dar respostas racionais, inventava mitos. Ele contou que, antes de nascer, a alma contempla todas as coisas belas do universo. Essa experiência foi tão forte que todas as infinitas formas de beleza do universo ficam eternamente gravadas na alma. Ao nascer, nos esquecemos delas. Mas não as perdemos. A beleza fica em nós, adormecida como um feto. Todos estamos grávidos de beleza, beleza que quer nascer para o mundo qual uma criança. Quando a beleza nasce, reencontramo-nos com nós mesmos e experimentamos a alegria.

Agora vem a minha contribuição. Continuo o mito. Há seres privilegiados – eles bem que poderiam ser chamados de anjos -, aos quais é dado acesso a esse mundo espiritual de beleza. Eles veem e ouvem aquilo que nós nem vemos nem ouvimos. E transformam então o que viram e ouviram em objetos belos que o corpo pode ver e ouvir. É assim que nasce a arte. Ao ouvir uma música que me comove por sua beleza, eu me reencontro com a mesma beleza que estava adormecida dentro de mim.

"Quando te vi amei-te já muito antes. Tornei a encontrar-te quando te achei." Essa é a mais bela declaração de amor que conheço, escrita pelo anjo Fernando Pessoa. Tu já estavas dentro de mim antes que te encontrasse. O nosso encontro não foi encontro; foi reencontro... Isso que o poeta diz para um homem ou uma mulher pode ser dito também para uma música: "Quando te ouvi, ouvi-te já muito antes. Tornei a ouvir-te quando te ouvi..."

O que me comoveu, então, não foi a música de César Franck. Foi a sonata que estava adormecida dentro de mim e que a sonata de César Franck fez acordar. Ao me comover com a beleza da música, eu me reencontro com a minha própria beleza. Por isso a música me traz felicidade...

 

Rubem Alves – PIMENTAS: para provocar um incêndio, não é preciso fogo

Cozinhar

OS TEXTOS SAGRADOS DIZEM QUE, quando Deus voltar à terra do seu exílio, a sua presença será servida como um banquete: todos reunidos à volta de uma mesa, comendo, bebendo, conversando, rindo... Deus se dá como comida. Tal como aconteceu no filme A festa de Babette, a feiticeira, com sua culinária, transformou a aldeia de pessoas amargas em crianças! O comer é um ritual mágico.

Comer é o impulso mais primitivo do corpo. O nenezinho tudo ignora: para ele, o mundo se reduz a um único objeto mágico, o seio da sua mãe. Nasce daí a primeira filosofia, resumo de todas as outras: o mundo é para ser comido. Disse alguém que a nossa infelicidade se deve ao fato de que não podemos comer tudo o que vemos. Sabem disso os poetas. Os poetas são seres vorazes. Escrevem com intenções culinárias. Querem transformar o mundo inteiro, os seus fragmentos mais insignificantes, em comida. Quem sabe numa simples azeitona... Poemas são para serem comidos. "Sou onívoro de sentimentos, de seres, de livros, de acontecimentos e lutas", dizia Neruda..." "Comeria toda a terra. Beberia todo o mar..." "Persigo algumas palavras...Agarro-as no voo...e capturo-as, limpo-as, aparo-as, preparando-me diante do prato, sinto-as cristalinas,...vegetais, oleosas, como frutas, como azeitonas...E então as revolvo, agito-as, bebo-as, sugo-as..."

A memória mais forte que tenho do cozinhar é a de um pai preparando um peixe para o forno. Ele ficava transfigurado. Acho que teria se realizado mais como cozinheiro. Quando via o prazer no rosto dos convidados, era como se estivessem devorando ele mesmo, o cozinheiro, antropofagicamente. Todo cozinheiro quer sentirse devorado. Toda comida é antropofagia, toda comida é sacramento. Fico a me perguntar: quais foram as razões que fizeram com que a culinária nunca tenha sido elevada à dignidade acadêmica de "arte", como a música e a pintura? Talvez porque o prazer da comida seja tão intenso que não deixa espaço para as funções contemplativas e intelectuais, ligadas às outras artes.

Rubem Alves – PIMENTAS: para provocar um incêndio, não é preciso fogo

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Atraso, fofoca e má vontade podem emperrar promoção, diz pesquisa

Para 71%, dizer 'não faz parte do meu trabalho' impede promoção.
69% deixariam de promover alguém que chega tarde no trabalho.


Fazer um trabalho bom nem sempre é suficiente para conseguir uma promoção. Aspectos comportamentais - como chegar atrasado, fofocar ou mentir - também podem influenciar a decisão de um chefe. É o que mostra um levantamento com mais de 2 mil profissionais de RH americanos, que responderam ao site Carrerbuilder quais os erros que os impediriam de oferecer uma promoção a um funcionário.

 Em primeiro lugar, com 71% das respostas, eles deixariam de promover alguém que não se dispõe a assumir outras funções quando isso é necessário, justificando que algo "não faz parte do meu trabalho". Quase igualmente malvistos estão os atrasados: 69% deixariam de promover alguém que chega tarde no trabalho com frequência.
 
A mentira também pode ser um impeditivo. Para 68%, pessoas que mentem no trabalho podem se prejudicar, 64% acham o mesmo de profissionais que tomam o crédito pelo trabalho dos outros, e 55%, com aqueles que tomam "liberdades" na hora de colocar despesas pessoais na conta da empresa.
 
Encurtar o expediente também é considerado um problema por 55%%, enquanto 46% deixariam de promover alguém que fofoca demais, e 35%, aqueles que não se vestem profissionalmente. Já chorar no trabalho e namorar um colega de empresa seriam problema para menos de 10% dos entrevistados.

FONTE: http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2013/08/atraso-fofoca-e-ma-vontade-podem-emperrar-promocao-diz-pesquisa.html

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Todos os peitos coração

Música triste
Quando reggae
Pensamentos pesados
Quando leve
Alegre quando triste
Doente quando são
Louco quando não
Diverso quando um
Coração em todos os peitos e
Todos os peitos coração

f. foresti

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

440Hz – Conspiração contra a mente humana?

A maior parte da música mundial é afinada em 440Hz desde que a International Standards Organization (ISO) aprovou em 1953. As descobertas recentes da vibração – oscilação natural do universo indica que essa afinação contemporânea pode gerar um efeito prejudicial à saúde ou um comportamente anti-social na consciência dos seres humanos.

A=432Hz, conhecido como Lá de Verdi é uma afinação alternativa que é matematicamente consistente com o universo. Músicas baseada em 432Hz transmite energia de cura benéfica, porque é um tom puro de matemática fundamental da natureza.

Há uma teoria que diz que a mudança de 432Hz para 440Hz foi ditada pelo ministro de propaganda nazista, Joseph Goebbels. Ele usou-a para fazer com que as pessoas pensassem e sentissem de uma certa maneira, e para fazê-los prisioneiros de uma certa consciência. Então, por volta de 1940, os Estados Unidos introduziram mundialmente o 440Hz, e finalmente em 1953, tornou-se o padrão pela ISO.

440Hz é o padrão antinatural de afinação, removido da simetria das vibrações sagradas e harmônicos que tem declarado guerra ao subconsciente do homem do ocidental.

Em um manuscrito intitulado "Musical Cult Control" (Controle de culto musical), Dr. Leonard Horowitz escreveu: "A indústria da música tem essa frequência imposta que é "pastorear" populações para uma maior agressividade, agitação psicossocial e sofrimento emocional que predispõe as pessoas as doenças físicas".

Você apenas tem que ir até a rua e olhar ao redor. O que você vê? Criancas da escola, jovens indo para o trabalho, uma mulher com seu bebê na praça, um homem com o seu cachorro – e o que eles tem em comum? IPods e MP3 Players! Engenhoso, não é?

"Se você quer encontrar os segredos do universo, pense em termos de energia, frequência e vibração." – Nikola Tesla

Os poderes que estão com sucesso reduzindo as vibrações, não só das jovens gerações, mas também de todos nós também. Estas frequências destrutivas arrastam os pensamentos para a interrupção, desarmonia e desunião. Além disso, elas também estimulam o orgão controlador do corpo – o cérebro – para a ressonância desarmônica, que em última análise cria a doença e a guerra.

Frequência e vibração detêm um poder extremamente importante, ainda escondido para afetar as nossas vidas. nossa saúde, nossa sociedade e nosso mundo. A ciência da Cymatics (ou seja, o estudo do som visível e vibração) prova que frequência e vibração são as chaves mestras e fundação organizacional para a criação de toda a matéria e da vida neste planeta.

Quando as ondas sonoras se movem através de um meio físico (areia, água, ar, etc), a frequência das ondas tem um efeito direto sobre as estruturas que são criadas pelas ondas sonoras que passam por esse meio particular.

"Se alguém deseja conhecer se o reino é bem governado, se sua moral é boa ou ruim, a qualidade de sua música irá fornecer a resposta" - Confúcio

A música tem um poder oculto para afetar nossas mentes, nossos corpos, nossos pensamentos e nossa sociedade. Quando a música é baseada em um padrão de afinação propositadamente retirados dos harmônicos naturais encontrados na natureza, o resultado final pode ser a intoxicação psíquica da mente em massa da humanidade.

Como o documentário Kymatica diz, a redescoberta do conhecimento da ciência do som mostra que o som é algo mais do que meros sinais vibratórios, não só o som interagi com a vida, mas sustenta-a e desenvolve-a. Ele atua como um canal de intenção consciente entre as pessoas, sociedades e civilizações inteiras.

Fonte: http://www.whydontyoutrythis.com/2013/08/440hz-music-conspiracy-to-detune-good-vibrations-from-natural-432hz.html?m=1

http://trumpetarticles.wordpress.com/2013/08/07/440hz-conspiracao-contra-mente-humana/

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