Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (Padre Antônio Vieira)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Blues literário

A cidade antiga,
O discurso do método,
A auto-biografia,
De Erick Clapton.
 
Todos os nomes,
Carta ao meu pai,
Pedagogia profana,
Brasil nunca mais.
 
A palavra escrita,
A história da arte,
A misteriosa chama,
Da rainha Loana....
 
(refrão)
Eu li todos estes livros e só fiquei mais burro,
Quanto mais eu leio vejo quão pequeno é o mundo.
 
 
composição: f. foresti
Banda Desclassificados

Bêbado inconsciente

Nada um desprazer me imponha!
Livre estou, gozando a esmo;
Ar fresco e canção risonha
Ando os inventando eu mesmo.
 
Bebo, bebo, os copos trinco!
Toque os copos, tlim-tilinco!
Lá detrás, tu, vem pra cá!
Toque os copos, feito está.
 
Minha mulher gritou, brava,
De meu traje ela caçoou;
Enquanto eu me empertigava,
De palhaço me xingou.
 
Mas eu bebo, bebo e brinco,
Todos brindo, tlim-tilinco!
Eh, saúde, tra-lá-lá!
Ao tinir, já feito está.
 
Pois dizei, se é vida boa!
Se não fia o impertimente
Do patrão, fia a patroa,
E no fim, fia a servente,
 
Fia, e bebo que nem cinco,
Bebo a todos! tlim-tilinco!
Cada um a outro! adiante vá!
Ao que vejo, feito está.
 
Onde há riso e diversão,
Valha a farra do momento,
Deixai-me caído no chão,
Pois em pé já não me aguento.
 
GOETHE, Johann Wolfgang von. Fausto. Tradução de Janny Klabin Segall. Belo Horizonte: Itatiaia, 1997. p. 226. (Grandes obras da cultura universal, 3)

Os pequeninos feitos

É praxe antiga e de ótimos efeitos
Serem, no grande mundo, os pequeninos feitos.
 
GOETHE, Johann Wolfgang von. Fausto. Tradução de Janny Klabin Segall. Belo Horizonte: Itatiaia, 1997. p. 181. Grandes obras da cultura universal, 3)

Linceu, O Vigia

Intro

A ver destinado,
À torre preposto,
Vigia jurado,
O mundo é meu gosto.

Contemplo distante
E próximo observo
O luar no levante,
[...] a ave e o cervo.

Assim vejo em tudo
Beleza sem fim,
E como me agrada,
Agrado-me a mim.

Felizes meus olhos,
O que heis percebido,
Lá seja o que for,
Tão belo tem sido!


(versos)

Mas nem sempre para o gozo
Velo o mundo desta altura;
Com que horror mais espantoso
Me confronto na negrura!

Chispas vejo que faíscam
Pelas tílias, lá, na treva,
Raios fúlgidos coriscam,
Que o ar atiça e à roda leva.

Ah, no bosque a casa arde,
Que em musgo úmido se erguia;
Urge auxílio! ah, que não tardo!
Esperança vã, baldia!

O parzinho venerando,
Sempre ao fogo tão atento,
Preso em fumo e em brasa arfando!
Que agonia, que tormento!

Fulge a choça em luz purpúrea;
Dentro do atro entulho externo;
Salvam-se esses bons da fúria
Do tremendo, ardente inferno!

Letra musicada da obra:
GOETHE, Johann Wolfgang von. Fausto. Tradução de Janny Klabin Segall. Belo Horizonte: Itatiaia, 1997. p. 426-427. (Grandes obras da cultura universal, 3)

Arranjo: F. Foresti; L. Manzoni; D. Scopel; Fabiano Foresti
Banda Desclassificados

Melhor ângulo de si - Banda Desclassificados

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

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