Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (Padre Antônio Vieira)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Alegria sempre-nova

PARAMAHANSA YOGANANDA. Autobiografia de um iogue. São Paulo: Self-Realization Fellowship, 2009. ISBN 978-0-87612-016-3. p. 164-165

- Quero saber, senhor, quando encontrarei Deus?
[...]
- Estou certo de que você não está esperando um personagem venerável, enfeitando um trono em algum cantinho anti-séptico do cosmos! Percebo, entretanto, que você imagina que a posse de poderes miraculosos é a prova de que alguém encontrou Deus. Não. Pode-se adquirir o poder de controlar o universo inteiro e, não obstante, descobrir que Deus Se esquiva. O progresso espiritual não é medido pela exibição de poderes externos, mas apenas pela profundeza da bem aventurança alcançada em meditação.

- Deus é alegria sempre nova. Ele é inesgotável. À medida que você prosseguir com suas meditações, durante anos, Ele o fascinará com infinita engenhosidade. Devotos como você, que encontraram o caminho para Deus, nunca sonham trocá-lo por nehuma outra felicidade. Ele é o sedutor para Quem não há rival.

- Com que rapidez nos cansamos dos prazeres terrenos! O desejo de coisas materiais é infindável; o homem nunca está completamente satisfeito e persegue um objetivo após outro. Aquele "algo mais" que ele procura é o Senhor, o único que pode conceder alegria imperecível.

- Anseios exteriores nos expulsam do Éden interior; oferecem prazeres falsos que apenas imitam a felicidade da alma. Reconquista-se o paraíso perdido rapidamente, por meio da meditação divina. Sendo Deus a Eterna Novidade imprevista, nunca nos fatigamos Dele. Podemos nos cansar da bem-aventurança, se ela é deliciosamente variada por toda a eternidade?

[...]

- A alegria sempre-nova é comprovação da existência Dele, convincente para os próprios átomos de nosso corpo. Além disso, ao meditar, encontramos Sua orientação instantânea, Sua resposta adequada a cada dificuldade.

[...]

- Agora percebo que encontrei Deus, pois sempre que a alegria da meditação volta subconscientemente durante as horas de atividade, sou sutilmente levado a adotar o procedimento correto em tudo, até nos menores detalhes.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Aforismas

Não gostei muito do livro, mas li mesmo assim, acho que por algumas máximas...
 
 
 
Se eu tivesse oito horas para derrubar uma árvore, passaria seis afiando meu machado. (Abrahan Lincoln)
 
A única coisa verdadeira é o sonho (Orson Welles)
 
 Status é fazer aquilo que tu não queres, com o dinheiro que tu não tens, para quem tu não gostas.
 
Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro. A real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz. (Platão)
 
Quando não ouver vento, reme! (provérbio romano)
 
Caráter é destino. (Heráclito)
 
Começar já é a metade de toda ação. (provérbio grego)
 
Visão é a arte de enxergar coisas invisíveis. (Jonathan Swift)
 
A verdadeira maneira de se enganar é julgar-se mais sabido que outros. (La Rochefoucauld)
 
O fracasso é a oportunidade de começar de novo com mais inteligência (Henry Ford)
 
A imaginação é mais importante que o conhecimento (Einsten)
 
Experiência é o nome que cada um dá a seus erros. (Oscar Wilde)
 
O homem fraco teme a morte; o desgraçado a chama; o valente a procura. Só o sensato espera. (Benjamin Franklin)
 
Aquele a quem você confia seu segredo, torna-se senhor da sua liberdade. (La Rochefoucauld)
 
Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem. (Mário Quintana)
 
 
GUICHARD, Marli. Manual de primeiros socorros em vendas. Florianópolis: Oficina de vendas, 2002. ISBN 85-88043-01-7

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Tem aqueles quem cumprem a vida com mais eficácia...

Tem aqueles quem cumprem a vida com mais eficácia.

Põem ordem em si mesmos e a seu redor.

Têm resposta certa e jeito para tudo.

Logo adivinham quem a quem, quem com quem,

com que objetivo, por onde.

Batem o carimbo nas verdades únicas,

atiram ao triturador fatos desnecessários,

e a pessoas desconhecidas

de antemão destinam fichários.

Pensam só o quanto vale a pena,

nem um instante mais,

pois depois desse instante espreita a dúvida.

E quando recebem dispensa da existência,

deixam o posto

pela porta indicada.

Às vezes os invejo

- por sorte isso passa.

Wislawa Szymborska

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Homenagem

...
Fiquei contente!
Ainda guardo renitente
Este pedaço de papel
Que foi dado a mim.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Casa de ferreiro

domingo, 6 de janeiro de 2013

Do que se pode aprender de uma rua estreita

Não é ao engenheiro urbanista que a rua estreita indaga aquilo que dela se pode aprender. Não, não é. A razão do engenheiro se impõe em vias asfálticas largas e segmentadas. Mas a rua estreita é tortuosa e sinuosa e não comporta segmentação alguma. É um espaço de todos e para todos, pessoas e meios.

 

A rua estreita, sem calçada para pedestres, tampouco via de ciclistas, irregular por ser projeto de contingência, tem aqui o nome de servidão. Não haveria nome mais apropriado ao seu caráter de estado de servo. Também servidão significa espaço privado servido ao bem público para lugar de passagem. Criado, em geral, por conta da demanda por lotes, para servir aos clientes do loteador.

 

Do que se pode afinal – indaga o leitor impaciente – aprender de uma rua estreita? Ora, a servidão indaga ao passante primeiramente que carros, cavalos, bicicletas, carroças, skates e pessoas têm o mesmo direito sobre o mesmo espaço. Não existe segmentação alguma, de modo que nada se exclui ou é negado para a servidão. Este é o primeiro ensinamento que ela nos oferece. Acaso minto em dizer que uma rua racional, segmentada, ordenada, necessariamente exclui do seu uso os meios que não obedecem ao ordenamento da segmentação?

 

Outro saber da servidão é este sutil paralelo com a vida: esta como aquela se modela servindo a um projeto ao mesmo tempo em que se obriga a definir a forma última diante da contingência. Um último conhecimento recolhido das indagações da servidão – Sim! Pois ela que me indagou todo esse conhecimento. – é o do respeito. A servidão ensina ao passante ceder ao outro a passagem antes que esse o faça. "Quem é capaz de tamanha humildade?" Indaga a servidão.

 

A cruz de sousa

05/01/2013

 

mais A Cruz de Souza no site: http://www.baresdaufsc.com/artigos/



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