Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (Padre Antônio Vieira)

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Sobre a beleza

[...] Naturalmente todas as épocas tem todas as variedades de rostos; mas a moda destaca sempre um deles, fazendo-o modelo de felicidade e beleza, e os demais tentam imitá-lo; até as feias o conseguem com a ajuda de roupa e penteado, só as que nasceram para coisas especiais não o conseguem nunca – nelas manifesta-se sem concessões o ideal de beleza banido e aristocrático de tempos passados.
 

MUSIL, Robert. O homem sem qualidades. Tradução de Lya Luft e Carlos Abbenseth. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989. p. 18

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

A arte da nuance

Nos anos da juventude, ainda veneramos e desprezamos sem a arte da nuance, que constitui nossa melhor aquisição na vida, e, como é justo, pagamos caro por atacar de tal modo com Sins e Nãos as pessoas e as coisas. Tudo se acha disposto para que o pior dos gostos, o gosto pelo incondicional, seja cruelmente logrado e abusado, até que o homem aprenda a pôr alguma arte nos sentimentos e, melhor ainda, a arriscar na tentativa do artificial: como fazem os veros artistas da vida. p. 38

 NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Além do bem e do mal: prelúdio à uma filosofia do futuro. Tradução de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

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