Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (Padre Antônio Vieira)

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Enjoy the silence

A autoimposição de "ser produtivo" marca a existência dos indivíduos nas grandes cidades. A calma das palavras e o ouvir o outro com atenção são comportamentos e gestos que se tornaram pouco importantes. Clichês como "o tempo urge" ou "tempo é dinheiro" pertencem à dimensão produtiva da vida. Por outro lado, também servem como desculpa para o adiamento do descanso, do ócio e do contato consigo próprio. A tecnologia que invade o cotidiano e o progresso material podem ser antagonistas do tempo para o nada fazer, o tempo da preguiça. Afinal, qual o lugar do ócio nos dias atuais?

Se a produtividade está no centro da vida dos habitantes dos centros urbanos, a inaptidão à quietude – verborragia, em oposição ao silêncio – é uma marca comportamental dos indivíduos. A falação tomou conta da realidade e passamos a nos importar com o que não importa. As redes sociais simbolizam um tipo de cacofonia, todos dando opiniões e falando ao mesmo tempo sem a capacidade de ouvir (ler) o outro. As mídias sociais também impossibilitam o estar só consigo mesmo, já que as pessoas estão conectadas dia e noite. O tempo para o vazio e para a solidão já não existe. Disso tudo, resta compreender qual é a relevância do silêncio para a reflexão e para a fala no mundo contemporâneo.

EU VIA, MAS NÃO SABIA O QUE VIA
Adauto Novaes, filósofo, diretor do Centro de Estudos Artepensamento, que em 2016 celebrou três décadas de suas séries anuais de conferências, organizou duas coletâneas de ensaios, Mutações – O elogio à preguiça e Mutações – O silêncio e a prosa do mundo, ambas voltadas ao pensamento sobre a preguiça e o silêncio. Em entrevista à Revista da Cultura, ele afirma que, para entender o sentido que o ócio (preguiça) e o silêncio têm, convém situá-los no momento atual: "Vivemos não em estado de crise, mas em uma mutação em todas as áreas da atividade humana: nos costumes, nas mentalidades, na ética, na política, na linguagem e, principalmente, nas ideias de espaço e tempo, tudo isso produzido pela revolução técnico-científica, biológica e digital. O silêncio e a fala, o trabalho do pensamento e a função da preguiça no trabalho do pensamento também estão sendo afetados por essa mutação".

O filósofo explica que "a negação da ideia de duração a partir do domínio do veloz e do volátil, em todas as áreas hoje", é fundamental para abordar a paciência (preguiça) e o silêncio. Novaes confere certa "materialidade" a essa ideia quando aborda a criação artística e intelectual em contraste com as plataformas digitais de difusão de conteúdo. "Uma pesquisa recente calculou que os usuários passam 1 bilhão de horas por dia no YouTube, e esse número tende a aumentar. Outra pesquisa revela um aumento exponencial de palavras faladas a partir da invenção das novas tecnologias digitais. O que isso significa? Sabemos que as criações de obras de arte e de obras de pensamento exigem tempo e hoje a velocidade abole todo o trabalho de criação. Elas exigem paciência e silêncio. A maneira pela qual a grande maioria lida com os novos meios é suspeita. A relação entre a suposta consciência e o objeto apresentado é feita sem a mediação do pensamento, ou melhor, sem o tempo que todo pensamento pede. A relação entre a suposta consciência e a coisa apresentada leva a certezas simples e imediatas. Os clássicos citam sempre uma velha máxima: 'Eu via, mas não sabia o que via'. Ver (ou ler) apenas não basta, é preciso tempo para pensar o que se leu e se viu", enfatiza ele, que ao longo dos 30 anos de conferências que idealizou (a partir de 2006, Ciclo Mutações) escreveu mais de 800 ensaios, todos publicados em livros.


"Estamos sendo comandados por formas de relacionamento com o mundo, sem pensamento e sem saber. Não se sabe o que se lê e não exagero quando digo isso. Li há pouco uma matéria que me impressionou muito. Como se não bastasse a rapidez e a volatilidade do mundo em que vivemos, surge agora a criação de aplicativos para acelerar não só os programas de TV, mas também a leitura, o que os criadores dessa coisa esquisita chamam de 'smart speed', que acelera 1,5 vez a velocidade do áudio. 'Cortar pausa entre palavras', como propõe a nova forma de leitura, é destruir o sentido de cada palavra: agindo assim, jamais vamos dar sentido aos conceitos de liberdade, preguiça, silêncio, prosa, mundo, substância, pensamento, espaço, tempo, memória, vida, etc.", conclui o filósofo.

A CONCORRÊNCIA
É comum elegermos os celulares e as redes sociais como concorrentes do ócio e do silêncio. Em tempos de realidade mediada pela tecnologia, os dispositivos digitais criam para os indivíduos um "ecossistema" viável para sua existência virtual. Em entrevista, Adriano Duarte Rodrigues, professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa e um dos nomes mais importantes no estudo das ciências da comunicação de Portugal, alerta para o fato de se colocar as redes sociais e os celulares como vilões: "Tal postura deriva de uma das características da cultura, a tecnofobia, que é o nome que se dá ao medo dos dispositivos técnicos quando são inventados, antes de estarem assimilados na experiência das pessoas. Foi o que aconteceu com a invenção da escrita, da imprensa, do rádio e da televisão quando surgiram. As pessoas utilizam as redes sociais tanto para combaterem a solidão como para evitarem estar com os outros face a face. Como vê, não se pode generalizar".

Mirian Goldenberg, antropóloga e escritora, diz o seguinte sobre a tecnofobia: "Não gosto muito dessa expressão porque impede você de fazer qualquer tipo de crítica a um fenômeno social importante hoje, que é o uso dos celulares, da internet, do Facebook e do Instagram. O fato de eu ser crítica – e sou – não significa que tenho qualquer tipo de fobia à tecnologia". Professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e colunista do jornal Folha de S.Paulo, ela destaca algo que pode ser observado na existência virtual ou concreta da população, o narcisismo. "As pessoas estão muito autorreferidas, elas já têm sua opinião e a defendem violentamente, têm pouca paciência para ouvir opiniões, mesmo que semelhantes. As pessoas estão voltadas para seu celular, falando via WhatsApp ou postando no Facebook, e, além de tudo, o que mais me deixa desanimada é ver a falta de interesse pelos outros."


Os resultados de uma realidade invadida pela tecnologia e de um campo comunicacional acelerado e causador de ruídos operam na contramão da paciência, do ócio e do silêncio. Novaes reflete e coloca questões a esse respeito: "O pensamento é uma paixão do intelecto, insensível às exigências apressadas. De que vale ter tanta informação se o leitor não tem tempo para combinação, compreensão e invenção? Como enfrentar o enigma do mundo sem recorrer ao silêncio, que dá sentido às palavras? O que resta no mundo da parlapatice e da busca da rapidez a não ser o legado de miséria intelectual? A conclusão a que chegamos é que resta pouca coisa, ou quase nada. A tarefa da linguagem, no sentido forte e originário do termo, não consiste em satisfazer necessidades de ordem prática. Não seria função da linguagem expressar o jogo supremo das mutações das ideias, formar pensamentos até então desconhecidos?".

Existe uma relação direta entre uma vida preenchida por atividades – que acabam invariavelmente nas redes sociais – e a rejeição do "tempo vazio", da solidão. Na opinião de Mirian, "essa verborragia é um retrato do nosso tempo. Pelo menos da grande maioria das pessoas que estão conectadas, mas também das que não estão; chega a ser um 'me, me, me', 'eu, eu, eu'. Sofremos uma influência muito grande dos Estados Unidos e de toda essa revolução cultural da internet, e nesse contexto o ócio é associado a um fracasso. O que você vai postar no Facebook se não está fazendo absolutamente nada, se você está simplesmente olhando para a paisagem ou dormindo? O que é complicado para a nossa cultura atual é viver o vazio. Você precisa sempre estar preenchendo o vazio com alguma coisa, que é para curtir. A curtida do Facebook não é só uma curtida, é uma forma de reconhecimento".

Para a antropóloga, autora de obras como Velho é lindo! e A bela velhice, à medida que as pessoas envelhecem, o tempo passa a ser um capital. "Até os 40 anos, você não tem a noção de que seu tempo vai embora, porque você acha que vai viver muito. Você gasta muito tempo para agradar, para satisfazer as demandas externas, por vaidade, porque você quer que todo mundo te ame. Ou então fazendo um trabalho que você odeia porque quer ganhar dinheiro. Seu tempo não é seu principal capital. Quando você começa a se aproximar dos 60 anos, pode ser antes, o tempo passa a ser uma riqueza. 'Antes o tempo era para os outros, agora o tempo é para mim. Sou a principal interessada no meu tempo.' Com essa revolução, o tempo passa a ser voltado para coisas que realmente dão significado a sua vida."

Embora sejamos seres sociais, a solidão é inerente ao ser humano e todos iremos desaparecer um dia, como salienta o professor português Adriano Duarte Rodrigues: "não devemos esquecer que, ao contrário das outras espécies, os seres humanos são animais solitários porque têm como horizonte fatal sua experiência solitária da morte. É essa experiência da solidão que alimenta as relações que as pessoas estabelecem umas com as outras e que define sua natureza social". Ainda que existam disputas simbólicas entre tecnologia, ócio e silêncio, esses elementos se fazem presentes na vida dos indivíduos. De maneira a subverter a técnica, a velocidade acelerada do digital e o "ser produtivo", vez ou outra pode ser agradável evocar a preguiça e o silêncio, e refletir sobre nosso bem-estar e sobre nossas relações com as pessoas e com o mundo.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Clube de Engenharia contra o Golpe

O Clube de Engenharia manifesta sua apreensão em decorrência de sistemáticas propostas e ações do Governo Federal, a seguir listadas, posto que são comprometedoras da soberania nacional:

‣ as modificações realizadas na Lei e nos procedimentos que regulam a exploração das reservas de petróleo do Pré-Sal, e em especial, no protagonismo da Petrobrás, agora não mais participante obrigatória de todas as atividades, como operadora única, o que traz imensos prejuízos à cadeia produtiva de óleo e gás e à engenharia nacional;
‣ a descaracterização da Petrobras como petroleira integrada, através da venda de ativos importantes e do abandono de investimentos em exploração, em refino de petróleo e em petroquímica, de modo a torná-la mera e cadente produtora de petróleo bruto, o que já tem reflexo devastador na nossa engenharia;
‣ a realização, a toque de caixa, de novos leilões de blocos do Pré-Sal, projetando ritmo elevado e desnecessário de exploração das suas reservas, tornando o Brasil mais um exportador de petróleo bruto, sem agregar valor ao recurso natural explorado e também, além de abandonar a política de incorporação crescente de "conteúdo local", vigente desde a criação da Petrobrás;
‣ o retrocesso na atuação do BNDES, seja no volume dos recursos a ele alocado, seja nas políticas operacionais, especialmente na definição da taxa de juros aplicada aos contratos de financiamento, bem como na orientação atribuída ao Banco de se conduzir prioritariamente como auxiliar dos bancos privados – e do próprio mercado financeiro – em detrimento de seu histórico papel de propulsor do nosso desenvolvimento, com conseqüente repercussão na engenharia nacional;
‣ transferência, à iniciativa privada do monitoramento de atividades na Amazônia que, a mais de três décadas vem sendo executado pelo INPE – Instituto Nacional de Pesquisa Espacial;
‣ a extinção da RENCA (Reserva Nacional do Cobre), área estratégica preservada nos Estados do Pará e do Amapá, para entregá-la a grupos estrangeiros;
‣ transferência, à iniciativa privada, dos canais digitais do primeiro satélite geoestacionário do Brasil, recém lançado ao espaço;
‣ a mudança radical na orientação da política externa, de modo a subordinar a atuação geopolítica do Brasil aos interesses dos Estados Unidos da América - em contraposição ao seu alinhamento crescente com outros polos de poder mundial (BRICS), e com os países dos continentes sul americano (UNASUL) e africano, especialmente com Angola, África do Sul e Moçambique, o que tornará mais difícil a inserção da engenharia nacional nos mercados externos;
‣ o abandono da política de integração com as Forças Armadas dos países sul-americanos, institucionalizada pelo Conselho de Defesa da América do Sul e pela UNASUL, reintroduzindo a presença militar dos EUA em assuntos que dizem respeito apenas aos povos sul-americanos, consubstanciada no inédito convite feito ao Exército dos EUA para participar, em nossa Amazônia, de exercício militar com o Exército Brasileiro e os do Peru e da Colômbia.

O Brasil pertence a nós brasileiros. Nenhum governo tem mandato para alienar a nossa soberania, pelo que conclamamos as entidades da sociedade civil a se unirem a nós para solicitar ao Congresso Nacional que impeça a consumação de atos tão lesivos ao patrimônio nacional, amealhado com o sacrifício de muitas gerações de brasileiros.

Rio de Janeiro, 15 de maio de 2017

Pedro Celestino
Presidente

terça-feira, 16 de maio de 2017

Elite nacional podre: não se aliene

O desprezo a Lula é uma velha e consolidada tradição de certos grupos brasileiros e, se você tiver o cuidado de examinar que gente é esta que cultiva com esmero ódio tão arraigado, talvez você não vá se sentir muito confortável com a companhia que lhe cerca.

Em 1978 e 1980 você odiava Lula porque ele era baderneiro, grevista e provocador da Ordem Constituída.

Em 1989 você odiava Lula porque era um sapo barbudo, comunista e vagabundo.

Em 1994 você odiava Lula porque era um torneiro mecânico achando que merecia ser presidente mais do que o professor da Sorbonne que com ele concorria.

Em 1998 você odiava Lula porque era um urubu agourento contra o Plano Real e o Brasil que dá certo.

Em 2002 você tinha medo de Lula porque ele "tinha mudado muito" e porque, com ele, a inflação iria voltar.

Em 2006 você odiava Lula porque era um analfabeto, apedeuta e cachaceiro que recebia um monte de títulos de doutorado honoris causa de Universidades cujo nome você nem sequer conseguia pronunciar.

Em 2010 você odiava Lula porque ele havia hipnotizado multidões de desdentados, nordestinos e habitantes de grotões (desculpe a redundância) ao ponto de conseguir eleger um poste para o seu lugar.

Em 2014 você odiava Lula porque ele era uma enganação, uma farsa, ainda aclamado e respeitado no Brasil e no mundo, enquanto você tinha certeza de que ele não valia nada.

Em 2017 você odeia o Lula porque ele é corrupto, chefe de quadrilha, além de baderneiro, comunista, analfabeto, enganador e falso.

Meu amigo, há mais 40 anos o ódio que você professa a Lula se mantém idêntico. A única coisa que mudou, nesses anos todos, foram os argumentos que se usou para a autorização social do ódio. Bem sei que alguém poderá alegar que é mais jovem, que começou a odiar Lula mesmo apenas em 1998 ou em 2010, que um dia chegou até a gostar dele. Mas, meu amigo, se você entrou no vagão na 1ª estação ou na 8ª não faz a menor diferença em se tratando do mesmo trem. Você pode ser novo, mas este ódio que você professa é muito velho, vem de longe e vem dos mesmos.

O desprezo a Lula é uma velha e consolidada tradição de certos grupos brasileiros e, se você tiver o cuidado de examinar que gente é esta que cultiva com esmero ódio tão arraigado, talvez você não vá se sentir muito confortável com a companhia que lhe cerca. Não, não creio nem digo que Lula é um coitadinho perseguido, inocente, pela elite. O que digo é que o rancor contra Lula, nunca, nunquinha mesmo, precisou realmente de razão ou motivo: um bom pretexto sempre lhe foi o bastante. Meu amigo, eu acompanho há muito este ódio arcaico e sei bem qual é a fonte sombria de onde ele brota.


http://www.revistaforum.com.br/2017/05/16/desde-quando-voce-odeia-o-lula/

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Globo Lixo do Brasil

O jornalismo de guerra promovido contra mim e o presidente Lula é a prova de que a escalada autoritária contaminou radicalmente os formadores de opinião pública, como Merval Pereira, que hoje sugere, no Globo, a minha prisão.

A cobertura das Organizações Globo, defendendo o justiçamento de adversários políticos, quer substituir o Judiciário – e todas as demais instâncias operadoras do Direito – pelo escândalo midiático. Julgam e condenam.

Buscam se constituir numa espécie de poder judiciário paralelo sem as garantias da Justiça, base do Estado Democrático de Direito. Fazem, assim, verdadeiros linchamentos, tentando destruir a biografia e a imagem de cidadãos e cidadãs. Nesse processo, julgam sem toga e promulgam sentenças sem direito de defesa.

Ferem de morte a liberdade de imprensa pois não respeitam a diversidade de opinião e a Justiça. Selecionam alvos e minimizam malfeitos. Seu único objetivo é o maior controle oligopólico dos meios de comunicação, para impor um pensamento único: o seu.

Em outros tempos, em outros países, tais práticas resultaram na perseguição política e na destruição da democracia levando à escalada da violência e do fascismo.

Não adianta a intimidação. Não vou me curvar diante dessas ameaças e muito menos do jornalismo de guerra praticado pela Globo. Nem a tortura me amedrontou.

Repito o que tenho dito, dentro e fora do país: o Golpe de 2016 não acabou. Está em andamento. Não foi contra o meu governo, apenas. Foi contra o povo brasileiro e o Brasil. Está sendo executado todos os dias pela Globo, pelo governo golpista e todos que tentam desesperadamente consolidar o Estado de Exceção e a destruição de direitos.

Não vão me calar!

DILMA ROUSSEFF

segunda-feira, 8 de maio de 2017

O novo direito de Moro

Algumas novidades do direito introduzidas pelo pretor de Curitiba:

‣ intimação de advogado por SMS
‣ prazo de oito horas para apresentar defesa
‣ intimação de cia aérea para verificar se advogado viajou em dia de audiência não ocorrida
‣ televisionamento ao vivo de audiência sob sigilo legal
‣ prisão provisória de 3 anos
‣ grampo telefônico por mais de 8 meses em TODOS os advogados do escritório da defesa
‣ deferimento de ofício de condução coercitiva (não pedida pelo MP)
‣ apropriação indevida dos bens do acusado sem comprovação de prejuízo financeiro algum
‣ manifestações via Facebook
‣ pedidos de "apoio da mídia" para coagir réus
‣ aceitação de delações premiadas depois de exarada sentença
‣ vazamentos de conversas sigilosas para redes de televisão
‣ gravações ilegais e uso do material ilegal como base de decisão interlocutória
‣ obrigação da presença do réus nas oitivas de testemunha
‣ atração de competência "por conexão" de todos os processos relativos ao réu
‣ designação de parte da indenização a ser paga para entidades que não figuram nos pólos da ação e não foram lesadas (MP e PF)
‣ artigo "científico" afirmando que a "flexibilização dos direitos individuais é um preço pequeno a ser pago pelo combate à corrupção"
‣ acordos de cooperação judicial internacional sem o conhecimento ou anuência do Congresso ou Ministério da Justiça
‣ negação de acesso da defesa aos autos "para não comprometer acordo internacional sigiloso" feito entre o juiz e um país estrangeiro
‣ réus que recebem percentual sobre os valores reavidos em ação e mantém bens obtidos com dinheiro de ações ilícitas com a anuência do juízo
‣ o próprio juiz figura como "chefe de força tarefa" figurando, em realidade, no polo acusatório


No século XIX nossos juristas e nosso imperador emendaram o livro "O Espírito das Leis" e criaram um quarto poder (o poder moderador). "Jênios". Agora um juiz brasileiro "revoluciona" o direito no mundo... E sua corte superior chancela tudo, dizendo que "é um caso de exceção". O direito agora tem jurisprudência defendendo o casuísmo, a norma ad hoc e o "in dubio contra a esquerda".

Talvez você devesse ler sobre a "lei em movimento" e o juiz Roland Freisler que serviu ao nazismo.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

“Não bati panela porque não sou imbecil”.

Em entrevista ao Blog do Paulo Sampaio, o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) comentou as acusações de que o ex-presidente Lula (PT) teria recebido vantagens indevidas da empreiteira OAS por meio de um triplex no Guarujá (SP).

Para o parlamentar, a situação criada em torno do assunto é "pura mesquinharia". "Aquilo não é um tríplex, são três Minha Casa, Minha Vida, um em cima do outro. Dona Marisa, coitada, que Deus a tenha, passaria o dia subindo e descendo escada. Da cozinha para a sala, da sala para o banheiro, do banheiro para o do banheiro para o quarto", afirmou.

O deputado, então, colocou um imóvel seu à disposição do petista. "Eu tenho uma casa de frente para o mar, com cinco suítes. É dele. Você acha que o Lula precisa daquele BNHzinho (triplex)? Aquele sítio em Atibaia é outra porcaria. Quem foi presidente durante oito anos, elegeu duas vezes sua sucessora, não precisa daquela miséria", prosseguiu.

Segundo Maluf, Lula é "uma pessoa do bem, honrada". "Se ele arrecadou dinheiro foi pra pagar marqueteiro, não para uso pessoal. E o marqueteiro é pago para diminuir o custo da campanha. Quem vai vender casa para pagar campanha?", questionou.

Apesar de ter votado pelo impeachment de Dilma Rousseff, ele disse que nunca bateu panela na janela durante os pronunciamentos da ex-presidente: "Não bati porque não sou imbecil". De acordo com Maluf, Dilma é "uma santa".

"Nunca locupletou, vive de sua aposentadoria", destacou, ressaltando que votou pela saída dela por causa da crise na economia. "A questão com a Dilma foi a má gestão e a perda de controle da situação. Mudava o ministro, mas não resolvia o problema", concluiu.

http://www.revistaforum.com.br/2017/05/05/maluf-sobre-imovel-atribuido-a-lula-aquilo-nao-e-um-triplex-sao-tres-minha-casa-minha-vida/

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Por que as galinhas são muito mais inteligentes do que você imagina

"Nós ainda não determinamos se as respostas comportamentais e fisiológicas que observamos nos pintinhos em situação de leve estresse indicam uma resposta emocional ou são apenas uma reação ao estímulo."

Se for comprovado que as galinhas demonstram empatia quando outras aves estão em situação de estresse, isso pode levantar questões sérias a respeito de como os frangos são mantidos em criadouros.

"Há uma série de situações em que animais em criação são expostos a visões, barulhos e cheiros de outros demonstrando dor e estresse", disse Edgar. "É importante determinar se o seu bem-estar é reduzido nesses momentos."

Marino também acredita que esteja na hora de discutir essas questões.

"A percepção de galinhas (como seres ignorantes) é motivada em parte pela tendência em diminuir sua inteligência e sensibilidade porque as pessoas as comem", diz ela.

A desconfortável verdade sobre galinhas é que elas são mais avançadas cognitivamente do que muitas pessoas pensam. Contudo, ainda não se sabe se os consumidores vão mudar seus hábitos alimentares por causa dessa informação.

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