Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (Padre Antônio Vieira)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Um pouco de Rubem Alves

Era prazer? Era.
Mas era mais que prazer. Era alegria.
A diferença? O prazer só existe no momento.
A alegria é aquilo que existe só pela lembrança.
O prazer é único, não se repete.
Aquele que foi, já foi. Outro será outro.
Mas a alegria se repete sempre.
Basta lembrar.

Faz tempo que
para pensar sobre Deus
não leio os teólogos,
leio os poetas.

Há pessoas que nos fazem voar. A gente se encontra com elas e leva um bruta susto (…) elas nos surpreendem e nos descobrimos mais selvagens, mais bonitos, mais leves, com uma vontade incrível de subir até as alturas, saltando de penhascos. Outras, ao contrário, nos fazem pesados e graves. Pés fincados no chão, sem leveza, incapazes de passos de dança. Quanto mais a gente convive com elas mais pesados ficamos.

Nós não vemos o que vemos, nós vemos o que somos. Só vêem as belezas do mundo, aqueles que têm belezas dentro de si.

O que as pessoas mais desejam é ALGUÉM que as escute de maneira CALMA E TRANQUILA. Em SILÊNCIO. Sem dar conselhos. Sem que digam: "Se eu fosse você". A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que ESCUTA bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma LONGA e silenciosa escuta. É na escuta que o AMOR começa. E é na não-escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi PRESTANDO ATENÇÃO.

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