Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (Padre Antônio Vieira)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Fotos que não estamparam as capas dos grandes jornais

Interesse da mídia em promover violência e intolerância está cada vez mais evidente. As imagens a seguir não foram publicadas em nenhum dos três principais jornais do Brasil

confusão petrobras ato pt cut

As imagens acima, registradas pelas lentes do fotógrafo Fernando Frazão, da EBC, não estamparam as capas dos principais jornais do País.

Elas mostram, com clareza, um representante da Central Única dos Trabalhadores, a CUT, sendo pisoteado, no Rio de Janeiro, na tarde de ontem, antes do ato em defesa do pré-sal e da manutenção do modelo de partilha do pré-sal.

As imagens escolhidas pelos três principais jornais do País, Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo e O Globo mostram agressões cometidas por pessoas que vestem camisas vermelhas.

Eis a capa da Folha e sua legenda: BRUTALIDADE – Em ato da CUT e do PT em defesa da Petrobras perto da Associação Brasileira de Imprensa, no Rio, petista agride homem que pedia o impeachment de Dilma.

petrobras-briga

Agora, a capa do Estado de S. Paulo e sua legenda: Pancadaria no Rio – Em ato de petroleiros no Rio, que teve agressões entre manifestantes, o ex-presidente Lula disse que Dilma Rousseff 'não pode ficar dando trela' sobre as investigações na Petrobras e 'tem de levantar a cabeça'.

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Por fim, a capa do Globo, com sua legenda: Intolerância – Homens com camisa do PT partem para a briga com manifestantes que pedem a saída de Dilma em frente à ABI, no Rio, onde aliados do governo fizeram ato.

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No mínimo, uma cobertura isenta, mostraria agressões dos dois lados, até porque as imagens publicadas nos jornais poderiam ser uma reação a provocações e agressões anteriores, como a captada por Fernando Frazão.

No entanto, já faz tempo que as famílias midiáticas brasileiras deixaram de buscar o equilíbrio e a isenção. No fundo, no fundo, o que eles querem é promover mais violência e mais intolerância num processo continuado de criminalização do PT e de negação da política. É como se houvesse uma espécie de 'reinaldização' dos veículos de comunicação, que, a cada dia, se deixam pautar pelo radicalismo.

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/02/fotos-que-nao-estamparam-as-capas-dos-grandes-jornais.html


16 mil
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24/Feb/2015 às 16:38
http://www.pragmatismopolitico.com.br/

Na contramão de intelectuais, Globo assume que quer Petrobras na mão do capital estrangeiro. Família midiática mais rica do mundo quer a abertura do pré-sal a empresas estrangeiras e questiona a capacidade da Petrobras de tirar o petróleo do fundo do mar

O manifesto dos intelectuais em defesa da Petrobras e contra o golpe em marcha no País (leia abaixo) irritou os irmãos Marinho, que controlam o jornal O Globo.
Segundo o jornal, o manifesto é apenas uma operação política para esvaziar a CPI da Petrobras. Em editorial publicado nesta terça, os Marinho, que, com US$ 28 bilhões de patrimônio, são a família midiática mais rica do mundo e mais poderosa do País, defendem a abertura do pré-sal a firmas estrangeiras.
SAIBA MAIS: Conheça as 15 famílias mais ricas do Brasil
O Globo também questiona a capacidade da Petrobras. "Se a Petrobras, em condições normais, já tinha dificuldades para tocar esse plano de pedigree 'Brasil Grande', agora é incapaz de mantê-lo. Não tem caixa nem crédito para isso. Não há como sustentar o modelo", diz o texto.
Dias atrás, uma funcionária da Petrobras, Michelle Daher Vieira, publicou uma carta aberta ao Globo, apontando as reais motivações do Globo na campanha negativa contra a Petrobras.
Leia abaixo o manifesto de intelectuais e personalidades em defesa da Petrobras que foi publicado na última semana:

Manifesto: O QUE ESTÁ EM JOGO AGORA

A chamada Operação Lava Jato, a partir da apuração de malfeitos na Petrobras, desencadeou um processo político que coloca em risco conquistas da nossa soberania e a própria democracia.
Com efeito, há uma campanha para esvaziar a Petrobras, a única das grandes empresas de petróleo a ter reservas e produção continuamente aumentadas. Além disso, vem a proposta de entregar o pré-sal às empresas estrangeiras, restabelecendo o regime de concessão, alterado pelo atual regime de partilha, que dá à Petrobras o monopólio do conhecimento da exploração e produção de petróleo em águas ultraprofundas. Essa situação tem lhe valido a conquista dos principais prêmios em congressos internacionais.

Está à vista de todos a voracidade com que interesses geopolíticos dominantes buscam o controle do petróleo no mundo, inclusive através de intervenções militares. Entre nós, esses interesses parecem encontrar eco em uma certa mídia a eles subserviente e em parlamentares com eles alinhados.
Debilitada a Petrobras, âncora do nosso desenvolvimento científico, tecnológico e industrial, serão dizimadas empresas aqui instaladas, responsáveis por mais de 500.000 empregos qualificados, remetendo-nos uma vez mais a uma condição subalterna e colonial.

Por outro lado, esses mesmos setores estimulam o desgaste do Governo legitimamente eleito, com vista a abreviar o seu mandato. Para tanto, não hesitam em atropelar o Estado de Direito democrático, ao usarem, com estardalhaço, informações parciais e preliminares do Judiciário, da Polícia Federal, do Ministério Público e da própria mídia, na busca de uma comoção nacional que lhes permita alcançar seus objetivos, antinacionais e antidemocráticos.

O Brasil viveu, em 1964, uma experiência da mesma natureza. Custou-nos um longo período de trevas e de arbítrio. Trata-se agora de evitar sua repetição. Conclamamos as forças vivas da Nação a cerrarem fileiras, em uma ampla aliança nacional, acima de interesses partidários ou ideológicos, em torno da democracia e da Petrobras, o nosso principal símbolo de soberania.

20 de fevereiro de 2015
Alberto Passos Guimarães Filho
Aldo Arantes
Ana Maria Costa
Ana Tereza Pereira
Cândido Mendes
Carlos Medeiros
Carlos Moura
Claudius Ceccon
Celso Amorim
Celso Pinto de Melo
D. Demetrio Valentini
Emir Sader
Ennio Candotti
Fabio Konder Comparato
Franklin Martins
Jether Ramalho
José Noronha
Ivone Gebara
João Pedro Stédile
José Jofilly
José Luiz Fiori
José Paulo Sepúlveda Pertence
Ladislau Dowbor
Leonardo Boff
Ligia Bahia
Lucia Ribeiro
Luiz Alberto Gomez de Souza
Luiz Pinguelli Rosa
Magali do Nascimento Cunha
Marcelo Timotheo da Costa
Marco Antonio Raupp
Maria Clara Bingemer
Maria da Conceição Tavares
Maria Helena Arrochelas
Maria José Sousa dos Santos
Marilena Chauí
Marilene Correa
Otavio Alves Velho
Paulo José
Reinaldo Guimarães
Ricardo Bielschowsky
Roberto Amaral
Samuel Pinheiro Guimarães
Sergio Mascarenhas
Sergio Rezende
Silvio Tendler
Sonia Fleury
Waldir Pires


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Reading in print.



Why digital natives prefer reading in print. Yes, you read that right.


Although American University student Cooper Nordquist, 21, uses his laptop most of the day, he still likes to read from the printed word for enjoyment. Despite that fact that most college students do a majority of their socializing and school work electronically, many still like to read from actual hard copy printed books. (Michael S. Williamson/The Washington Post)
By Michael S. Rosenwald February 22  
Frank Schembari loves books — printed books. He loves how they smell. He loves scribbling in the margins, underlining interesting sentences, folding a page corner to mark his place.
Schembari is not a retiree who sips tea at Politics and Prose or some other bookstore. He is 20, a junior at American University, and paging through a thick history of Israel between classes, he is evidence of a peculiar irony of the Internet age: Digital natives prefer reading in print.
"I like the feeling of it," Schembari said, reading under natural light in a campus atrium, his smartphone next to him. "I like holding it. It's not going off. It's not making sounds."
Textbook makers, bookstore owners and college student surveys all say millennials still strongly prefer print for pleasure and learning, a bias that surprises reading experts given the same group's proclivity to consume most other content digitally. A University of Washington pilot study of digital textbooks found that a quarter of students still bought print versions of e-textbooks that they were given for free.
"These are people who aren't supposed to remember what it's like to even smell books," said Naomi S. Baron, an American University linguist who studies digital communication. "It's quite astounding."
Earlier this month, Baron published "Words Onscreen: The Fate of Reading in a Digital World," a book (hardcover and electronic) that examines university students' preferences for print and explains the science of why dead-tree versions are often superior to digital. Readers tend to skim on screens, distraction is inevitable and comprehension suffers.
In years of surveys, Baron asked students what they liked least about reading in print. Her favorite response: "It takes me longer because I read more carefully."
The preference for print over digital can be found at independent bookstores such as the Curious Iguana in downtown Frederick, Md., where owner Marlene England said millennials regularly tell her they prefer print because it's "easier to follow stories." Pew studies show the highest print readership rates are among those ages 18 to 29, and the same age group is still using public libraries in large numbers.
It can be seen in the struggle of college textbook makers to shift their businesses to more profitable e-versions. Don Kilburn, North American president for Pearson, the largest publisher in the world and the dominant player in education, said the move to digital "doesn't look like a revolution right now. It looks like an evolution, and it's lumpy at best."
And it can be seen most prominently on college campuses, where students still lug backpacks stuffed with books, even as they increasingly take notes (or check Facebook) on laptops during class. At American, Cooper Nordquist, a junior studying political science, is even willing to schlep around Alexis de Tocqueville's 900-plus-page "Democracy in America."
"I can't imagine reading Tocqueville or understanding him electronically," Nordquist said in between classes while checking his e-mail. "That would just be awful."
Without having read Baron's book, he offered reasons for his print preference that squared with her findings.
The most important one to him is "building a physical map in my mind of where things are." Researchers say readers remember the location of information simply by page and text layout — that, say, the key piece of dialogue was on that page early in the book with that one long paragraph and a smudge on the corner. Researchers think this plays a key role in comprehension.
But that is more difficult on screens, primarily because the time we devote to reading online is usually spent scanning and skimming, with few places (or little time) for mental markers. Baron cites research showing readers spend a little more than one minute on Web pages, and only 16 percent of people read word-by-word. That behavior can bleed into reading patterns when trying to tackle even lengthier texts on-screen.
"I don't absorb as much," one student told Baron. Another said, "It's harder to keep your place online."
Another significant problem, especially for college students, is distraction. The lives of millennials are increasingly lived on screens. In her surveys, Baron writes that she found "jaw-dropping" results to the question of whether students were more likely to multitask in hard copy (1 percent) vs. reading on-screen (90 percent).
Earlier this month, while speaking to sophomores about digital behavior, Baron brought up the problem of paying close attention while studying on-screen.
"You just get so distracted," one student said. "It's like if I finish a paragraph, I'll go on Tumblr, and then three hours later you're still not done with reading."
There are quirky, possibly lazy reasons many college students prefer print, too: They like renting textbooks that are already highlighted and have notes in the margins.
While Nordquist called this a crapshoot, Wallis Neff, a sophomore studying journalism, said she was delighted to get a psychology textbook last year that had been "run through the mill a few times."
"It had a bunch of notes and things, explaining what this versus that was," she said. "It was very useful."
When do students say they prefer digital?
For science and math classes, whose electronic textbooks often include access to online portals that help walk them through study problems and monitor their learning. Textbook makers are pushing these "digital learning environments" to make screen learning more attractive.
They prefer them for classes in which locating information quickly is key — there is no control-F in a printed book to quickly find key words.
And they prefer them for cost — particularly when the price is free. The Book Industry Study Group recently found that about a quarter of 1,600 students polled either downloaded or knew someone who downloaded pirated textbooks. Students, it turns out, are not as noble in their reading habits when they need beer money. They become knowledge thieves.
But stealing texts probably is more a reflection on the spiraling cost of higher education — and the price of textbooks, up 82 percent from 2002 to 2012 — than some secret desire of students to read digitally. If price weren't a factor, Baron's research shows that students overwhelmingly prefer print. Other studies show similar results.
The problem, Baron writes, is that there has been "pedagogical reboot"where faculty and textbook makers are increasingly pushing their students to digital to help defray costs "with little thought for educational consequences."
"We need to think more carefully about students' mounting rejection of long-form reading," Baron writes.
And that thinking shouldn't be limited to millennials, Baron said. Around the country, school systems are buying millions of tablets and laptops for classroom use, promising easier textbook updates, lower costs, less back strain from heavy book bags, and more interactivity. But the potential downsides aren't being considered, she said.
"What's happening in American education today?" she said. "That's what I'm concerned about. What's happening to the American mind?"
When Baron started researching her book on reading, some of her colleagues responded with pity.
"Did I fail to understand that technology marches on?" she writes. "That cars supplanted horses and buggies? That printing replaced handwritten manuscripts, computers replaced typewriters and digital screens were replacing books? Hadn't I read the statistics on how many eReaders and tablets were being sold? Didn't I see all those people reading eBooks on their mobile devices? Was I simply unable to adapt?"
But after learning what millennials truly think about print, Baron concluded, "I was roundly vindicated."

Michael Rosenwald is a reporter on the Post's local enterprise team. He writes about the intersection of technology, business and culture.



terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O povo não é bobo, abaixo a rede globo!

A respeito de matéria enganosa publicada em O Globo (foto abaixo), vejam a carta de uma funcionária da Petrobras (mais abaixo).

Michelle Daher Vieira


Carta aberta à Leticia Fernandes e ao jornal O Globo.


Antes de tudo, gostaria de deixar bem claro que não estou falando em nome da Petrobras, nem em nome dos organizadores do movimento ?Sou Petrobras?, nem em nome de ninguém que aparece nas fotos da matéria. Falo, exclusivamente, em meu nome e escrevo esta carta porque apareço em uma das fotos que ilustram a reportagem publicada no jornal O Globo do dia 15 de fevereiro, intitulada ?Nova Rotina de Medo e Tensão?.

Fico imaginando como a dita jornalista sabe tão detalhadamente a respeito do nosso cotidiano de trabalho para escrever com tanta propriedade, como se tudo fosse a mais pura verdade, e afirmar com tamanha certeza de que vivemos uma rotina de medo, assombrados por boatos de demissões, que passamos o dia em silêncio na ponta das cadeiras atualizando os e-mails apreensivos a cada clique, que trabalhamos tensos com medo de receber e-mails com represálias, assim criando uma ideia, para quem lê, a respeito de como é o clima no dia a dia de trabalho dentro da Petrobras como se a mesma o estivesse vivendo.

Acho que tanta criatividade só pode ser baseada na própria realidade de trabalho da Letícia, que em sua rotina passa por todas estas experiências de terror e a utiliza para descrever a nossa como se vivêssemos a mesma experiência. Ameaças de demissão assombram o jornal em que ela trabalha, já tendo vários colegas sendo demitidos[1], a rotina de e-mails com represálias e determinando que tipo de informação deve ser publicada ou escondida devem ser rotina em seu trabalho[2], sempre na intenção de desinformar a população e transmitir só o que interessa, mantendo a população refém de informações mentirosas e distorcidas.

Fico impressionada com o conteúdo da matéria e não posso deixar de pensar como a Letícia não tem vergonha de a ter escrito e assinado. Com tantas coisas sérias acontecendo em nosso país ela está preocupada com o andar onde fica localizada a máquina que faz o café que nós tomamos e com a marca do papel higiênico que usamos. Mas dá para entender o porque disto, fica claro para quem lê o seu texto com um mínimo de senso crítico: o conteúdo é o que menos importa, o negócio do jornal é falar mal, é dar uma conotação negativa, denegrir a empresa na sua jornada diária de linchamento público da Petrobras. Não é de hoje que as Organizações Globo tem objetivo muito bem definido[3] em relação à Petrobras: entregar um patrimônio que pertence à população brasileira à interesses privados internacionais. É a este propósito que a Leticia Fernandes serve quando escreve sua matéria.

Leticia, não te vejo, nem você nem O Globo, se escandalizado com outros casos tão ou mais graves quanto o da Petrobras. O único escândalo que me lembro ter ganho as mesma proporção histérica nas páginas deste jornal foi o da AP 470, por que? Por que não revelam as provas escondidas no Inquérito 2474[4] e não foi falado nisto? Por que não leio nas páginas do jornal, onde você trabalha, sobre o escândalo do HSBC[5]? Quem são os protegidos? Por que o silêncio sobre a dívida da sonegação[6] da Globo que é tanto dinheiro, ou mais, do que os partidos ?receberam? da corrupção na Petrobras? Por que não é divulgado que as investigações em torno do helicoca[7] foram paralisadas, abafadas e arquivadas, afinal o transporte de quase 500 quilos de cocaína deveria ser um escândalo, não? E o dinheiro usado para construção de certos aeroportos em fazendas privadas em Minas Gerais [8]? Afinal este dinheiro também veio dos cofres públicos e desviados do povo. Já está tudo esclarecido sobre isto? Por que não se fala mais nada? E o caso Alstom[9], por que as delações não valem? Por que não há um estardalhaço em torno deste assunto uma vez que foi surrupiado dos cofres públicos vultosas quantias em dinheiro? Por que você e seu jornal não se escandalizam com a prescrição e impunidade dos envolvidos no caso do Banestado[10] e a participação do famoso doleiro neste caso? Onde estão as manchetes sobre o desgoverno no Estado do Paraná[11]? Deixo estas perguntas como sugestão e matérias para você escrever já que anda tão sem assunto que precisou dar destaque sobre o cafezinho e o papel higiênico dos funcionários da Petrobras.

A você, Leticia, te escrevo para dizer que tenho muito orgulho de trabalhar na Petrobras, que farei o que estiver ao meu alcance para que uma empresa suja e golpista como a que você trabalha não atinja seu objetivo. Já você não deve ter tanto orgulho de trabalhar onde trabalha, que além de cercear o trabalho de seus jornalistas determinando ?as verdades? que devem publicar, apoiou a Ditadura no Brasil[12], cresceu e chegou onde está graças a este apoio. Ao contrário da Petrobras, a empresa que você se esforça para denegrir a imagem, que chegou ao seu gigantismo graças a muito trabalho, pesquisa, desenvolvimento de tecnologia própria e trazendo desenvolvimento para todo o Brasil.

Quanto às demissões que estão ocorrendo, é muito triste que tantas pessoas percam seu trabalho, mas são funcionários de empresas prestadoras de serviço e não da Petrobras. Você não pode culpar a Petrobras por todas as mazelas do país, e nem esperar que ela sustente o Brasil, ou você não sabe que não existe estabilidade no trabalho no mundo dos negócios? Não sabe que todo negócio tem seu risco? Você culpa a Petrobras por tanta gente ter aberto negócios próximos onde haveria empreendimentos da empresa, mas a culpa disto é do mal planejamento de quem investiu. Todo planejamento para se abrir um negócio deveria conter os riscos envolvidos bem detalhados, sendo que o maior deles era não ficar pronta a unidade da Petrobras, que só pode ser culpada de ter planejado mal o seu próprio negócio, não o de terceiros. Imputar à Petrobras o fracasso de terceiros é de uma enorme desonestidade intelectual.

Quando fui posar para a foto, que aparece na reportagem, minha intenção não era apenas defender os empregados da injustiça e hostilidades que vem sofrendo sendo questionados sobre sua honestidade, porque quem faz isto só me dá pena pela demonstração de ignorância. Minha intenção era mostrar que a Petrobras é um patrimônio brasileiro, maior que tudo isto que está acontecendo, que não pode ser destruída por bandidos confessos que posam neste jornal como heróis, por juízes que agem por vaidade e estrelismos apoiados pelo estardalhaço e holofotes que vocês dão a eles, pelo mercado que só quer lucrar com especulação e nunca constrói nada de concreto e por um jornal repulsivo como O Globo que não tem compromisso com a verdade nem com o Brasil.

Por fim, digo que cada vez fica ainda mais evidente a necessidade de uma democratização da mídia, que proporcionará acesso a uma diversidade de informação maior à população que atualmente é refém de uma mídia que não tem respeito com o seu leitor e manipula a notícia em prol de seus interesses, no qual tudo que publica praticamente não é contestado por não haver outros veículos que o possa contradizer devido à concentração que hoje existe. Para não perder um poder deste tamanho vocês urram contra a reforma, que se faz cada vez mais urgente, dizendo ser censura ou contra a liberdade de imprensa, mas não é nada além de aplicar o que já está escrito na Constituição Federal[12], sendo a concentração de poder que algumas famílias, como a Marinho detém, totalmente inconstitucional.

Sendo assim, deixo registrado a minha repugnância em relação à matéria por você escrita, utilizando para ilustrá-la uma foto na qual eu estou presente com uma intenção radicalmente oposta a que ela foi utilizada por você.

Fontes:
[1] Demissões nas Organizações Globo:
http://www.conexaojornalismo.com.br/colunas/cultura/novasmidias/demissoes-do-globo-estao-relacionadas-a-processo-milionario-na-justica-67-36921
http://radiodeverdade.com/tag/demissoes-na-radio-globo/
http://www.parana-online.com.br/editoria/almanaque/news/836519/?noticia=DEMISSOES+DENTRO+DA+REDE+GLOBO+PREOCUPAM+FUNCIONARIOS
http://www.portalimprensa.com.br/noticias/brasil/70198/o+globo+faz+cortes+na+redacao+demite+artur+xexeo+e+outros+jornalistas
http://blogs.odia.ig.com.br/leodias/2015/01/29/globo-inicia-demissoes-no-jornalismo/

[2] Exemplos de o que deve e não deve ser publicado
http://www.brasildefato.com.br/node/31315
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/02/globo-ordena-que-nome-de-fhc-nao-seja-relacionado-lava-jato.html
http://www.conversaafiada.com.br/pig/2013/08/29/globo-censura-reporter-que-elogia-medicina-de-cuba/

[3] Objetivos
http://www.municipiosbaianos.com.br/noticia01.asp?tp=1&nID=15270
http://www.aepet.org.br/site/colunas/pagina/507/Prezado-a-companheiro-a-da-Petrobrs
http://www.viomundo.com.br/denuncias/sordida-campanha-dos-marinho-contra-graca-foster-e-petrobras.html
https://petroleiroanistiado.wordpress.com/2015/01/21/petrobras-sob-ataque-das-forcas-de-sempre/
https://fichacorrida.wordpress.com/category/rede-globo-de-corrupcao/

[4] Inquérito 2474
http://www.cartacapital.com.br/politica/em-sigilo-ha-7-anos-inquerito-da-pf-sobre-mensalao-e-liberado-9314.html
http://www.ocafezinho.com/2014/01/23/inquerito-2474-ja-esta-na-internet/
http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/coluna/345927_ERRO+HISTORICO+NA+AP+470+
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/127938/Nassif-STF-vai-abrir-segredo-de-Joaquim-Barbosa.htm

[5] Escândalo do HSBC
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-assombroso-silencio-no-brasil-em-torno-do-escandalo-hsbc/
http://economia.ig.com.br/2015-02-16/reino-unido-investiga-hsbc-por-fraude-financeira-franca-pode-abrir-julgamento.html
http://economia.estadao.com.br/blogs/descomplicador/hsbc-entenda-o-escandalo-de-lavagem-de-dinheiro-e-sonegacao/
http://economia.ig.com.br/2015-02-14/receita-esta-de-olho-em-correntistas-brasileiros-do-hsbc-na-suica.html
http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/170281/Sonegação-no-HSBC-é-dez-vezes-maior-que-a-Lava-Jato.htm

[6] Sonegação Globo
http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=4664
http://www.ocafezinho.com/2014/07/16/os-documentos-da-fraude-da-globo/
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/injusto-e-pagar-imposto-no-brasil-a-1a-reportagem-da-serie-do-dcm-sobre-a-sonegacao-da-globo/
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-o-processo-de-sonegacao-da-globo-sumiu-da-receita-e-sobreviveu-no-submundo-do-crime/

[7] Helicoca
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-dcm-apresenta-nosso-novo-documentario-helicoca-o-helicoptero-de-50-milhoes-de-reais/
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-papel-cada-vez-mais-estranho-da-policia-federal-no-caso-helicoca/
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/categorias/helicoca/

[8] Aeroportos Mineiros
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/por-que-a-midia-nao-procura-o-primo-de-aecio/
http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/07/1493571-aecio-neves-a-verdade-sobre-o-aeroporto.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/07/1488587-governo-de-minas-fez-aeroporto-em-terreno-de-tio-de-aecio.shtml
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/08/trafico-de-cocaina-e-o-aeroporto-de-claudio-mg.html
http://www.plantaobrasil.com.br/news.asp?nID=82339
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/aecio-nomeou-desembargador-que-recebeu-propina-para-liberar-traficantes/

[9] Alstom
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/05/1281123-brasil-e-unico-que-nao-puniu-envolvidos-no-caso-alstom.shtml
http://tijolaco.com.br/blog/?p=24684

[10] Banestado
http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/blog-na-rede/2014/11/o-caso-banestado-a-petrobras-e-o-feitico-do-tempo-9212.html
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/04/1267100-justica-anula-punicao-a-reus-do-escandalo-do-banestado.shtml
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-01-19/lentidao-da-justica-livrou-reus-no-caso-banestado-vinculado-a-lava-jato.html

[11] Beto Richa e o Paraná
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/02/beto-richa-quebrou-o-parana.html
http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/blog-na-rede/2015/02/curitiba-a-pauta-da-rebeliao-de-professores-que-o-noticiario-preferiu-ignorar-2274.html

[12] Globo e a Ditadura
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/03/editorial-globo-celebra-golpe-militar-de-1964.html
http://www.brasildefato.com.br/node/25869
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/01/as-diretas-ja-e-o-crime-da-tv-globo.html
http://www.viomundo.com.br/denuncias/faz-30-anos-bom-jornalismo-da-globo-apresentou-comicio-das-diretas-como-festa-de-aniversario-de-sao-paulo.html
http://www.viomundo.com.br/denuncias/fabio-venturini-no-golpe-dos-empresarios-se-uma-empresa-foi-beneficiada-a-mais-beneficiada-foi-a-globo.html
http://www.viomundo.com.br/humor/exclusivo-as-entrevistas-ferozes-de-o-globo-com-seus-camaradas.html
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/abrir-empresa-em-paraiso-fiscal-faz-parte-de-um-velho-modus-operandi-da-globo/

[12] CF/88
Diz o artigo 220 da Carta, no inciso II do parágrafo 3°:
II ? estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.
Já o parágrafo 5° diz:
Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.
E o artigo 221. por sua vez, prescreve:
Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:
I ? preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;
II ? promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;
III ? regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;
IV ? respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Corrida demais é tão prejudicial quanto exercício nenhum, diz estudo

  • 5 fevereiro 2015


Foto: ThinkstockPara cientistas, exercícios extremos não mudam chances de morrer em comparação com sedentarismo

Praticar corrida em excesso pode ser tão ruim para a saúde quanto não praticar exercício, segundo cientistas dinamarqueses.

Pesquisadores do Hospital Frederiksberg, em Copenhague, estudaram voluntários - todos saudáveis - ao longo de 12 anos: mais de mil praticavam corrida, ao passo que quase 4 mil não praticavam exercícios.

As menores taxas de mortalidade couberam aos praticantes de corrida a ritmo leve e moderado; já os que praticavam corridas intensas não registraram estatísticas muito diferentes das do grupo sedentário.

Quem correu a um ritmo constante durante menos de duas horas e meia por semana teve menos chances de morrer no período.

Já os que correram mais do que quatro horas por semana ou não fizeram exercício nenhum registraram o maior número de mortes.

A corrida ideal

Os cientistas analisaram questionários preenchidos pelos voluntários que participaram da pesquisa.

A partir das respostas, eles concluíram que o ritmo ideal de corrida é cerca de oito quilômetros por hora - moderado. Além disso, eles concluíram que é melhor não correr mais do que três vezes por semana, por um total de até 2,5 horas.

As pessoas que praticavam corridas mais intensas - particularmente aqueles que corriam mais de três vezes por semana ou a um ritmo mais forte do que 11 quilômetros por hora - tinham as mesmas chances de morrer que aquelas que não praticavam exercício.

"Você não precisa fazer tanto exercício para sentir um bom impacto na sua saúde. Talvez, na verdade, você não devesse praticar tanto (exercício). Não há no mundo recomendações de um limite máximo para o exercício seguro, mas deveria haver", disse o pesquisador Jacob Louis Marott.

Caminhada vigorosa

Os pesquisadores ainda não sabem o que está por trás desta tendência, mas acreditam que mudanças no coração durante a prática de exercícios extremos podem oferecer uma explicação.

Não existem recomendações de limite máximo para o exercício seguro, mas deveria haver.Jacob Louis Marott, pesquisador

Em suas conclusões, os pesquisadores sugerem que "exercícios pesados, de resistência, podem induzir a um remodelamento patológico estrutural do coração e artérias no longo prazo".

"A pesquisa mostra que você não precisa correr maratonas para manter sua saúde", disse Maureen Talbot, enfermeira especializada em problemas cardíacos da organização British Heart Foundation.

"A orientação nacional (britânica) recomenda 150 minutos de atividades moderadas por semana. Pode parecer muito, mas até uma caminhada vigorosa é um bom exercício", acrescentou.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Contra o Bolsa Família, a favor do Bolsa Madame

A elite que odeia e combate o Bolsa Família é a mesma que não consegue ficar longe das tetas do estado

mulheres eduardo cunha bolsa família

Ana Helena Tavares, QTMD? (Quem tem medo da democracia?)

Um grupo de mulheres de deputados reúne-se num chá oferecido por uma delas. O convidado de honra é Eduardo Cunha. No cardápio, um pedido para que volte um benefício que garante às madames passagens de graça para acompanhar os maridos.

O que isso diz sobre a sociedade brasileira? Machismo em alto grau partindo de mulheres. Hipocrisia de uma elite carcomida que combate políticas públicas para os mais pobres, mas não se acanha em usar e abusar das mordomias do Estado.

A uma ex-catadora de papelão, que se tornou presidente da Petrobrás, não é permitido roubar. Se roubou ou não pouco importa. Não é com isso que as madames bem-nascidas estão preocupadas. Ela simplesmente não pode roubar. Os maridos iluminados podem.

Num mundo em que todos comam, onde todas as classes, cores e credos sejam julgados da mesma maneira, como madame poderá ser madame? Como aeroportos poderão ter o vazio sepulcral dos lugares reservados a privilegiados?

É dolorosamente atual a frase de Raymundo Faoro: "Eles querem um país de 20 milhões de habitantes e uma democracia sem povo". E como dói constatar que, depois de tantas lutas por direitos iguais, elas também querem isso.

Não são todas, é claro, para alívio da nação, mas a composição do Congresso que toma posse neste domingo, 1º de fevereiro de 2015, não deixa dúvidas quanto ao caráter conservador, machista, preconceituoso, da maior parte da sociedade brasileira.

O dinheiro pode ser livre – para quem convém que seja livre. Seres humanos têm que viver presos. Presos à moral alheia, presos a dogmas. E, aqueles que "não deram certo", presos a grades. Quiçá, mortos.

Num país de senzalas inconfessas, não é de se espantar que distintas senhoras não se contentem em viver à custa de homens. Querem mamar nas tetas do erário. Não lhes envergonha em nada receber o "bolsa-madame". Faz parte da nossa tradição secular.

Se forem vistas por aí em alguma passeata contra a roubalheira na Petrobras e contra o bolsa família, dirão que estão lutando para salvar o Brasil. E serão capa da maior revista semanal, como já foi o "caçador de marajás". A honestidade dos que dizem lutar contra a corrupção me comove.

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/02/contra-o-bolsa-familia-favor-bolsa-madame.html

Sebastião Salgado é o cara

SALGADO, Sebastião. Da minha terra à Terra. São Paulo: Paralela, 2014. 152 p.

Nenhuma foto, sozinha, pode mudar o que quer que seja na pobreza do mundo. No entanto, somadas a textos, a filmes e a toda a ação das organizações humanitárias e ambientais, minhas imagens fazem parte de um movimento mais amplo de denúncia da violência, da exclusão ou da problemática ecológica. Esses meios de informação contribuem para sensibilizar aqueles que as contemplam a respeito da capacidade que temos de mudar o destino da humanidade. p. 56

Trabalhar a fundo numa questão [...] e não borboletear de tema em tema, de um lugar a outro. A única maneira de contar uma história é voltar ao mesmo lugar repetidas vezes; é nessa dialética que se evolui. p. 48

Esses homens do frio vivem com pouco; mesmo assim sua vida é tão intensa, tão plena e tão forte em emoções quanto a nossa. Talvez até mais, pois tanto multiplicamos os bens materiais para tentar nos proteger que acabamos nos esquecendo de viver. Não olhamos mais para a natureza e para os outros, nos separamos de nossa comunidade. Isso me preocupa muito. Fico apreensivo de ver que quase todas as tecnologias, no fim das contas, acabam nos isolando. À medida que as coisas materiais evoluem, podemos cada vez mais fazer coisas sozinhos em nosso canto. A história da humanidade, porém, é a história de nossa comunidade. [...] não devemos perder nossas referências, nosso instinto, nossa espiritualidade. Foi nosso senso de comunidade e nossa espiritualidade que nos fizeram sobreviver até agora. p. 132-133.

 

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