Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (Padre Antônio Vieira)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Do cais morto e do barco ido.

Uma só luz sombreia o cais,
Há um som de barco que vai indo.
Adeus! Não nos veremos mais!
A maresia vai subindo.
[...]
 
E no desdobre da memória
O viajante indefinido
Ou ve contar-se só a história
Do cais morto e do barco ido.
 
 
Pessoa, Fernando. Poesia: 1918-1930. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. p. 263

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