Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (Padre Antônio Vieira)

domingo, 17 de outubro de 2010

Já era

Era uma noite
De carnaval.
Ela ia bem.
Eu ia mal.
Ela na rua à pular.
Eu sentado no bar.
Eu na frieza da dor.
Ela alegria e calor.
Ela e aquele sujeito.
Eu em bêbado feito.
Eu na rua caído.
Ela meu sonho varrido.
Ela minha cura.
Eu na amargura.
Eu com asia.
Ela poesia.
Eu e ela.
O que nunca foi
E que, porém, já era.

poesia de fabiano foresti
http://fabianoforesti.blogspot.com/

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