Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (Padre Antônio Vieira)

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Lista de verificação ergonômica

CADEIRA PARA USAR COMPUTADOR

1) O assento possui estofamento pouco espesso e bem consistente (cede

aproximadamente 2 cm quando pressionado/utilizado)?

2) O assento possui uma leve inclinação para trás (cerca de 5

o)?

3) O revestimento do assento e do encosto são perspirantes (permitem

transpirar suavemente)?

4) O revestimento do assento e do encosto são anti-derrapantes?

5) O assento é suficientemente largo para o(s) usuário(s)?

6) A borda da frente é arredondada?

7) O comprimento do assento é menor do que o tamanho da coxa do(s)

usuário(s)?

8) Existe regulagem para a altura do assento?

9) Existe amortecimento do assento?

10) Existe encosto do tipo apoio lombar?

11) As medidas do apoio lombar estão de acordo com os seguintes limites:

a. largura (horizontal): de 30 a 35 cm.

b. Altura (vertical): de 15 a 20 cm.

12) Existe regulagem da altura do encosto lombar com relação ao assento?

13) Existe regulagem de profundidade do apoio lombar?

14) O encosto é reclinável?

15) Se o encosto não for reclinável, o ângulo entre o encosto e o assento fica

entre 95

o e 105o?

16) O assento é giratório?

17) Possui 5 pés com rodízios?

18) Possui apoio para braços?
 

Lista de verificação ergonômica POSTURA (TRABALHO SENTADO):

1) A postura sentada dos usuários (colaboradores) é alternada com outras

posturas (em pé e com caminhadas)?

2) Os usuários (colaboradores) são instruídos sobre a melhor forma de sentar?

3) Existe apoio (suporte separado da cadeira) adequado para os pés?

4) O alcance de materiais fora dos limites da postura sentada é evitado?

5) Existe suporte com superfície inclinada para acomodar papéis (ao lado do

monitor de vídeo) para leitura e para realização de outras tarefas visuais?
 
 
 
 

Critérios de conforto da MESA DE TRABALHO para escritório

1) Boa profundidade (distância entre a frente e o fundo da mesa),

para poder trabalhar com o monitor afastado de 70 a 80 cm dos olhos.

2) Largura suficiente para se colocar neste plano os equipamentos, acessórios

e materiais de trabalho mais utilizados.

3) Altura adequada ao tamanho do usuário (padrão 74 cm; pode ser ajustado).

4) Espaço adequado para as pernas sob a mesa.

5) Flexibilidade para poder modificar a disposição dos equipamentos,

acessórios e espaços de trabalho.
 
 
Prof. Márcio Matias
UFSC - Disciplina Informática em Arquivos

Fwd: Misomusia

Não ter o senso da arte não é grave. Pode-se não ler Proust, não ouvir Schubert e viverem paz. Mas o misomuso não vive em paz. Sente-se humilhado pela existência de uma coisa que o supera e a odeia. Existe uma misomusia popular assim como existe um anti-semitismo popular. Os regimes fascistas e comunistas sabiam se aproveitar disto quando davam caça à arte moderna. Mas existe a misomusia intelectual, sofisticada: ela se vinga sobre a arte sujeitando-a a um fim situado além da estética. A doutrina da arte engajada: a arte como meio de uma política. Professores para quem uma obra de arte não é senão um pretexto para o exercício de um método (psicanalítico, semiológico, sociológico etc.).
 
Kundera, Milan, 1929. A arte do romance

terça-feira, 2 de abril de 2013

Os Caminhos Desapareceram da Alma Humana

Caminho: faixa de terra sobre a qual se anda a pé. A estrada distingue-se do caminho não só por ser percorrida de automóvel, mas também por ser uma simples linha ligando um ponto a outro. A estrada não tem em si própria qualquer sentido; só têm sentido os dois pontos que ela liga. O caminho é uma homenagem ao espaço. Cada trecho do caminho é em si próprio dotado de um sentido e convida-nos a uma pausa. A estrada é uma desvalorização triunfal do espaço, que hoje não passa de um entrave aos movimentos do homem, de uma perda de tempo.
Antes ainda de desaparecerem da paisagem, os caminhos desapareceram da alma humana: o homem já não sente o desejo de caminhar e de extrair disso um prazer. E também a sua vida ele já não vê como um caminho, mas como uma estrada: como uma linha conduzindo de uma etapa à seguinte, do posto de capitão ao posto de general, do estatuto de esposa ao estatuto de viúva. O tempo de viver reduziu-se a um simples obstáculo que é preciso ultrapassar a uma velocidade sempre crescente.

Milan Kundera, in "A Imortalidade"

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