Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (Padre Antônio Vieira)

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Soneto do trabalho forçado

Mais um dia de trabalhos forçados,
Mais um dia para morrer mais um pouco,
Não suporto mais tanto trabalho,
De tanto trabalhar já estou ficando morto.

Quem se importa com a minha condição?
Ora! Eu, e é isso que importa,
Não espero ajuda de sindicatos ou mesmo de religião,
Mantenho-me em silêncio como uma porta.

Não há o que fazer,
Este mundo estranho não permite o ócio,
Temos de trabalhar para sobreviver.

Mas um dia eu fecho um bom negócio
E mando todo mundo se foder,
Depois chamo meu amor para ser meu sócio.

f. foresti

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