Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (Padre Antônio Vieira)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Música nova: Naquele local

NAQUELE LOCAL*
(f. foresti)

            

Naquele local eu vi morrer
Naquele local eu vi nascer

Naquele local tinha um quadro
De Cristo crucificado (2x)

Também tinha o quadro de um negro
Tentando agarrar o sol (2x)

Música dedicada ao meu pai, Dr. Eroni Foresti
 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Estilo é...

http://adao.blog.uol.com.br/

Bando de cagão

Sou um analfabeto tecnológico, é preciso antes de tudo esclarecer isso. Não sei instalar programas, baixar músicas, filmes ou mandar mensagens de texto via celular (sim, por conta de compromissos profissionais recentemente aderi a essa COLEIRA DO DEMÔNIO). Só sei mexer no photoshop e um pouco no word, programas que ajudam no meu trabalho. Ah, também nunca joguei videogame na minha vida (o fato de nunca ter ganhado na infância um brinquedo movido a pilha sequer , talvez explique essa aversão a diversões eletrônicas).

Sei postar as coisas aqui no blog, mas para isso realmente não precisa ser o inventor do Facefuck para se sair bem.

Pois bem, feita essa pequena introdução (OPS), o caso é que nunca tinha ouvido falar no tal do TROLL. Recém adentrado no selvagem mundo do Twitter (por dinheiro, é claro), me explicaram o conceito: basicamente são pentelhos que ficam enchendo o saco das pessoas online, e nunca pessoalmente. Talvez seja essa a única contribuição que esses indivíduos fazem para a sociedade - ficarem dentro dos seus quartos mofados.

Eu sou uma "vítima"(hahaha) frequente desse tipo de cidadaum revoltado. É engraçado que os idiotas nunca colocam o nome verdadeiro nem o e-mail quando postam suas mal traçadas missivas. Será que eles consideram a hipótese de que alguém realmente vá responder esse tipo de merda? Como diriam no Sul, BANDO DE CAGÃO, ou GURIS DE APARTAMENTO.
 

segunda-feira, 16 de abril de 2012

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Poema do saco cheio

(ESCRITO NUMA NOITE DE LUA MINGUANTE E DURANTE UMA CRISE DE
PATRIOTISMO RECORRENTE PATOLÓGICO AGUDO POR

OSMAR COMDÊ NOPHYN

Estou cheio,

cheio de tudo.

cheio da vida, cheio do mundo,

cheio de mim mesmo.

Cheio de respirar sem parar,

de comer, de estudar, de andar,

de olhar, de beber, de mijar, de cagar,

sem jamais acabar de encher umas coisas

e esvaziar outras!

Cheio de ver o Sol passar de lá pra cá,

de lá pra cá, de lá pra cá,

e nunca, não sei por que, de cá pra lá!

Cheio de um dia passando atrás do outro,

ontem, hoje, amanhã, depois,

janeiro, fevereiro, março, abril,

segunda, terça, quarta, quinta,

quinta, quinta, quinta, quinta dos infernos...

E repetir todo dia essa chatura eterna:

"Bom dia", "Boa noite". "como vai?"

Cheio de abrir jornal cada dia que passa

e saber que Fulano matou a Beltrano,

que aquele outro roubou,

que tal preço subiu,

que a mulher do padeiro

la-la-ri com o leiteiro.

Guerra, revolução, jogo de futebol,

cheio de em todo jogo haver sempre

um que ganha, um que perde, um juiz que é ladrão.

Cheio de receber, de pagar, de comprar,

de pagar, de ganhar, de perder, de comprar,

de pagar, de pagar, de pagar, de pagar...

Cheio de só ver gente que

está sempre doente.

Cheio de ver gargantas, de ver línguas de fora,

de  ver cacos de dentes,

de bocas que fedem mais que bobó de gambá!

"Dói aqui?" "Dói ali?" "Dói acolá?"

Dói, sim. Tudo dói. Tudo está mal!

Cheio de vidros cheios de tumores,

de escarro, de sangue, de bosta.

Cheio da humanidade que passa

e repassa

e nasce, e cresce, e morre,

e não acaba nunca de nascer,

de crescer, de morrer, de morrer!

Como enche isso tudo!

Criança berrando e berrando e berrando.

Cheio de gente justa, gente boa, gente fina,

gente que diz "comigo é tudo no direito"

e de nunca encontrar essa gente na vida,

gente que já nasceu certamente enterrada:

"Aqui jaz Fulaninho, um primor de candura"

"Aqui jaz Fulaneco, a bondade em pessoa"

"Tutti buona genti, ma ladri!"

Cheio, cheio de fato

do que se diz, do que se lê, do que se escreve.

Cheio dessa poesia imbecil e concreta,

dessa música besta, dessa prosa idiota.

Cheio de precisar falar ao telefone,

aperte o dois, aperte o três, aperte o quatro,

e tome musiquinha,

onde está você, telefonista?

aperte o cinco, aperte o seis, aperte o sete,

e tome musiquuinha

até que a linha cai,

espere um pouco mais, insista, insista, insista

"Ora vá aporrinhar tua mãe

sua vigarista!"

Cheio das mentiras convencionais:

"Tive muito prazer em conhecê-lo"

Prazer?  Porque prazer? Prazer  horrível, é o que é!

E quer saber do que mais? Pois então, vá...

Oh! a angústia suprema do palavrão

que morre amordaçado na garganta!

Chato mundo, mundo chato, chato,

chaaaaaaaaaaato...

E ter de trabalhar todo dia,

trabalhar para  quê?

Ir para o trabalho,

voltar do trabalho,

ir para o trabalho,

voltar do  trabalho,

ir e voltar, ir e voltar,

ir e voltar, ir e voltar,

até que um dia, finalmente,

ir...e não voltar.

Cheio de precisar procurar

e falar e implorar aos

figurões

das repartições:

"Volte amanhã, cole mais um selo,

entre na fila, reconheça a firma,

volte amanhã, espere o chefe chegar do café,

hoje já fechou, volte amanhã,

siga os canais competentes,

pague o imposto, volte amanhã,

volte amanhã, volte amanhã,

não volte nunca mais, vá pro diabo!

Trabalhar no INSS

entrar para o INSS

sair do INSS

credenciar no INSS

brigar com o INSS

reatar com o INSS

sofrer, viver, respirar, comer, mijar INSS

pr ´um dia, finalmente,

faturar quarenta US,

Sentir que a vida passa e não se realiza,

sentir que esse bolero de Ravel não tem fim.

Nascer, chorar, crescer, crescer, crescer,

estudar, brigar, levar pau, crescer mais,

apanhar do papai, apanhar da mamãe,

apanhar do colega, apanhar da polícia,

apanhar resfriado, apanhar gonorréia

e depois trabalhar e lutar e casar

e levar a mulher pro doutor abortar,

e dormir, e acordar, e fugir do credor,

e dar golpes na praça e comprar o juiz

e juntar capital, e enfim enriquecer

na hora de morrer deixando alguém feliz.

Ora, p...a, direis, que já me estoura o saco!

Oh! chatura sem fim, oh! chatura infernal!

Estou cheio, estou cheio, estou cheio de tudo,

deste mundo, da vida, de mim mesmo talvez!.

De que vale trepar se o gozo é tão fugaz

e o que sobra, afinal, é um ardor por detrás!!!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Falsos sonetos

Ontem me disseram que meus sonetos
Não são sonetos de fato.
E pensei: é hoje que eu me mato!
Meus sonetos são apenas versos com quatorze linhas,
Não segue a métrica milenar dessa gente da academia.
Oh poetas caça palavras! Cheios de preocupação com o que não interessa,
Não aprenderam ainda que em poesia quem manda é o coração?
Meu coração está cagando para a métrica.
Meu coração não é poeta, não estudou gramática nem religião.
Meu coração apenas bate na ponta do meu lápis.
E nem eu sou poeta, apenas carrego este coração pateta.

f. foresti

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Galanteio hendecassílabo à moda antiga para ser usado às três da madrugada

Ó, formosa moreninha de olhos verdes,

É algo tão simples o que de vós eu quero.

Quando vos disser e bem o compreenderdes,

Encantar-vos-á um pedido tão sincero


Não vos peço estreitamento da amizade

Nem saber-vos o nome como pensáveis,

Nem encontros outros (quase improváveis!).

!! Convenhamos!! É madrugada, já é tarde.


Vejo que já vos enfada essa conversa,

Longa, vaga, parva e meio que... dispersa.

Juro que não vos dará nenhum trabalho,


E, se a resposta for um "não", não fico brabo:

Peço-vos, pois, que chupeis o meu caralho

E que deixeis que eu o meta em vosso rabo.

Soneto para a moçoila romântica

Se me pedes, tão meiga, que eu te peça
Provas do teu amor, que o meu cobiça,
Senta em meu colo, deixa a cabeça
Entrar de leve, e logo toda a piça.
Se me pedes, tão doce, que eu te faça
Carinhos mais sinceros que um abraço,
Fica de quatro, franqueia-te, arregaça
A parte do teu corpo que eu mais traço.
Mas se me pedes que eu seja terno
E que ao teu lado, a noite toda eu durma,
Eu digo: mas que porra! que inferno:
 
Sobre a cama o tesão só se avoluma!
E se a foda sem amor é um simulacro,
Amar e não foder é um pé no saco!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O nome do DJ

Desculpe meu amor
Mas não aderi ao movimento moderno
Você vê pelo modelo do meu terno
Você vê pelo que eu escuto
 
Os meus amigos que não tem um puto
Você julga o meu mundo externo
E me pedes num minuto
Ri de mim porque eu não sei
 
O nome do DJ (3x)
 
Perdoa minha flor
Mas os olhos de quem vê é onde está a beleza
Se vai contra a minha natureza
Ir aonde eu não quero
 
Ouvir o que eu não espero
Nem dançar sem ter certeza
E se posso ser sincero
Talvez nunca saberei
 
O nome do DJ (3x)
 
Eu sou dela ela é minha
Mas é muito moderninha
É só rave é só balinha
E eu batuque na cozinha
 
 
Letra: Luiz Maia e banda
 
 
Muito bom, pra quem quiser ouvir

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